A família alega, nas redes sociais, que, depois de a renda ter sido paga e já estarem a residir no local há uma semana, o proprietário terá informado que a casa “não estava legal” e terá exigido a saída imediata, invocando a etnia dos inquilinos. A mesma moradora refere ainda que foi cortado o abastecimento de água e que terão sofrido ameaças para abandonarem a habitação “a bem ou a mal”.

Segundo o mesmo testemunho, na tarde de sexta-feira várias pessoas, algumas armadas, terão chegado à habitação em viaturas e efetuaram disparos. Uma viatura terá sido atingida.

Dentro da casa, ainda de acordo com o relato da moradora, que diz ter sido agredida, encontravam-se mulheres e crianças, que se refugiaram no interior. “Foi um fim do mundo. Foi uma tentativa de homicídio”, declarou num vídeo publicado nas redes sociais, acrescentando que a família ficou sem casa e apenas com a roupa que trazia no corpo.

Militares da Póvoa de Lanhoso ouviram testemunhas

A GNR esteve no local, mas a investigação ficou a cargo da Polícia Judiciária, que recolheu indícios no local e ouviu testemunhas para apurar as circunstâncias do sucedido.