Durante uma videoconferência entre o chefe de Estado ucraniano e importantes líderes europeus, o presidente francês, Emmanuel Macron, sublinhou que os ataques ilustravam “o contraste entre a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que começou há quase quatro anos”.
Os países europeus, o Canadá, a UE e a NATO asseguraram a Zelensky “o seu total apoio” antes das discussões agendadas para o dia seguinte com o presidente dos EUA, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz.
Merz afirmou que os esforços dos europeus e do Canadá em prol de “uma paz justa e duradoura na Ucrânia” seriam realizados “em estreita coordenação com os Estados Unidos”.
“Acolhemos com satisfação todos os esforços que conduzam ao nosso objetivo comum: uma paz justa e duradoura que preserve a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, acrescentou por seu lado a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, prometeu que a Europa “não irá vacilar” no seu apoio à Ucrânia.
O ataque marca um novo périplo de Zelensky pelos aliados, incluindo uma deslocação à Florida este domingo, para se reunir mais uma vez com o homólogo norte-americano, Donald Trump.
O que vai acontecer em Mar-a-Lago
Volodymyr Zelensky e Donald Trump vão discutir uma nova versão do plano americano, apresentado por Washington há quase um mês, na Florida. O presidente ucraniano divulgou a versão revista deste documento esta semana, após duras negociações.
Esta nova versão propõe o congelamento das linhas da frente nas posições atuais, sem oferecer uma solução imediata para as reivindicações territoriais da Rússia, dado que a Rússia controla aproximadamente 19% da Ucrânia.
O novo documento abandona duas exigências-chave do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região de Donetsk e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO.
Nestas circunstâncias, a aprovação deste acordo por Moscovo parece improvável.
Vladimir Putin, o presidente da Rússia afirmou há poucas horas, durante uma inspeção a um dos postos de comando das Forças Armadas russas, que a Rússia percebeu que Kiev não tem pressa em terminar o conflito com a Ucrânia através de meios pacíficos, de acordo com a agência de notícias Interfax.
Putin disse ainda que, se a Ucrânia não quisesse resolver o conflito de forma pacífica, a Rússia alcançaria todos os objetivos da sua “operação militar especial” pela força, informou por seu lado a agência de notícias estatal russa TASS.