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A lendária atriz francesa, ícone mundial e fervorosa defensora dos animais, morreu aos 91 anos. O Presidente francês fala na perda de “uma lenda do século” que “personificava uma vida de liberdade”.

Morreu a atriz Brigitte Bardot

Charly Hel/Prestige/Getty Images

A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos. O anúncio foi feito pela Fundação Brigitte Bardot este domingo, 28 de dezembro.

“A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento da sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora mundialmente reconhecida, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a sua vida e energia à defesa dos animais e à sua Fundação”, lê-se no comunicado citado pela agência France Press.

Brigitte Bardot abandonou o cinema há mais de 50 anos, deixando para trás cerca de dezenas de filmes e duas cenas que entraram para o panteão da Sétima Arte: um mambo frenético num restaurante de Saint-Tropez em “E Deus criou a mulher” e um monólogo, nua, na abertura de “O desprezo”.

Desconhece-se as causas da morte da atriz mas no passado mês de outubro foi internada de urgência devido a uma “doença grave”.

A imprensa internacional avançou, à data, que a atriz encontrava-se em casa, em Saint-Tropez, quando teve de ser transportada de urgência para o hospital.

De bailarina a atriz mundial

Nascida em Paris, em 1934, Brigitte Bardot destacou-se inicialmente como bailarina clássica antes de se tornar numa das maiores estrelas do cinema francês.

Considerada um dos maiores sex symbol das décadas de 50 e 60, ganhou notoriedade internacional com filmes como “The Girl in the Bikini” e “E Deus Criou a Mulher”, que não só marcaram a sua carreira, como contribuíram para romper tabus e mudar a forma como a sensualidade feminina era representada no grande ecrã.

Com quase 50 filmes no currículo, Brigitte Bardot foi uma das figuras de referências em França, sobretudo por ter desafiado os padrões conservadores da sociedade europeia.

Após sair do mundo do cinema, em 1973, dedicou-se à causa da proteção dos animais. No entanto, nos últimos anos, voltou a estar no centro da atenção mediática, não pelo ativismo, mas pelas suas declarações controversas sobre minorias, que a levaram várias vezes aos tribunais por acusações de discurso de ódio e racismo.

A perda de uma lenda

O Presidente francês, Emmanuel Macron, já lamentou a morte “de uma lenda do século”. Numa publicação na rede social X, escreve que “os seus filmes, a sua voz, a sua glória, (…) a sua generosa paixão pelos animais, o seu rosto – Brigitte Bardot personificava uma vida em liberdade”.

Macron diz ainda que Brigitte era “a existência francesa e o brilho universal”.