Em 2025, a Inteligência Artificial (IA) já não é ficção científica: estudos mostram que algoritmos podem superar os médicos na deteção de doenças e até reduzir o burnout nos profissionais em 74%. Em Portugal, embora o Sistema Nacional de Saúde (SNS) já integre estas ferramentas na triagem, o debate ético permanece vivo. Neste cenário, queremos saber: confiaria num médico que utilizasse IA para dar um diagnóstico?

Robôs nos cuidados médicos

Confiaria num médico que utilizasse IA para dar um diagnóstico?

A entrada da IA nos consultórios médicos já não é uma promessa de ficção científica, mas uma realidade regulamentada, aliás, pelo novo EU AI Act, que em 2025 define padrões rigorosos de segurança e transparência para estas ferramentas.

Em Portugal, o cenário é de transição acelerada: enquanto um White Paper da SPMS de 2025 destaca a IA como fundamental para a eficiência do SNS, um estudo do Medscape Portugal revela que a maioria dos médicos portugueses (54%) foram mais propensos a declarar que não têm “nenhum conhecimento” sobre a IA nos contextos médicos.

No campo do diagnóstico, a precisão dos algoritmos atingiu marcos históricos. Um estudo publicado na Nature, em agosto de 2025, demonstra que sistemas de IA já conseguem identificar melanomas e outros cancros de pele com uma eficácia superior a 94%, superando a média de especialistas humanos em casos de alta complexidade.

Da mesma forma, ferramentas de radiologia como o CheXzero da Harvard Medical School provaram que a IA pode diagnosticar doenças em radiografias de tórax com a mesma precisão de radiologistas seniores, analisando padrões que escapam ao olho humano.

Apesar das vantagens, a resistência cultural permanece, especialmente pelo facto de a dependência excessiva da IA poder comprometer o pensamento crítico dos profissionais, conforme sugerido num estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em julho de 2025.

Em Portugal, projetos como a Dermamatica, apresentada na Web Summit, mostram que o caminho nacional pode passar por ferramentas que apoiam, mas não substituem, a decisão soberana do profissional de saúde.

Neste equilíbrio entre a precisão infalível da máquina e a empatia insubstituível do profissional humano, é a confiança do paciente que mais ordena.

Se, por um lado, a IA reduz o erro médico; por outro, levanta muitas dúvidas. Uma das nossas é a seguinte: confiaria num médico que utilizasse IA para dar um diagnóstico?

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