Ainda que toodos os utilizadores queiram ter os seus smartphones atualizados, isso nem sempre é possível. Este cenário não é novo, mas comçea a tomar proporções anormais e complicadas. Os dados mais recentes mostram que há mil milhões de smartphones Android em risco crítico de segurança e roubo de dados.
O universo móvel enfrenta novamente um dos seus maiores desafios. A fragmentação do sistema operativo. Um cenário alarmante foi recentemente traçado, revelando que uma vasta fatia dos utilizadores da Google continua a operar com software obsoleto. Esta realidade deixa cerca de mil milhões de smartphones vulneráveis, expondo informações sensíveis, agora que as ameaças digitais são mais sofisticadas e frequentes.
A fragmentação do Android e o suporte da Google
Dados recentes da plataforma de análise StatCounter indicam que mais de 30% dos utilizadores de Android em todo o mundo ainda mantêm os seus equipamentos na versão 13 ou anterior. Considerando que este software foi lançado originalmente em 2022, uma quantidade significativa destes terminais já perdeu o suporte oficial da Google e dos fabricantes, deixando de receber as vitais correções de segurança.
Esta inércia na atualização significa que, pelas estimativas atuais, aproximadamente mil milhões de telefones ativos estão a funcionar sem as defesas necessárias contra novas vulnerabilidades, perpetuando o problema da fragmentação que há muito assombra a plataforma.
Riscos elevados para a segurança e proteção de dados
A gravidade da situação é corroborada pelos especialistas em cibersegurança da Zimperium, que alertam para um panorama preocupante. Segundo os seus relatórios, em qualquer altura do ano, mais de 50% dos dispositivos móveis operam com versões desatualizadas do sistema operativo, estando muitos deles efetivamente comprometidos ou infetados.
A urgência destas atualizações ficou patente no recente patch de segurança de dezembro, que corrigiu nada menos que 107 vulnerabilidades no sistema. Para os utilizadores que permanecem presos a versões antigas, estas mais de cem falhas de segurança permanecem ativas, funcionando como portas de entrada para cibercriminosos.
O contraste na segurança face ao iOS
Em oposição direta a este cenário do universo Google, a Apple apresenta uma realidade bem distinta. A gigante de Cupertino consegue que a grande maioria dos seus clientes adote rapidamente o software mais recente. Dados indicam que o iOS 17 está instalado em 77% de todos os dispositivos ativos, garantindo que a maioria dos iPhones possui as defesas mais atuais contra ameaças externas, minimizando os ataques.

