Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
O Exército de Libertação Popular (PLA), controlado pelo Partido Comunista Chinês (PCC) revelou ter mobilizado forças navais, aéreas e unidades de mísseis, com a operação a ser apresentada como um aviso “severo” às forças que Pequim considera “separatistas” e defensoras da independência de Taiwan, refere o The Guardian.
A operação, batizada “Missão Justiça 2025”, incluiu também navios da guarda costeira chinesa que avançaram para o mar de forma a realizar alegadas “inspeções de aplicação da lei” junto das ilhas exteriores administradas por Taipé (capital de Taiwan). “É uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”, afirmou o porta-voz do comando oriental do PLA, coronel Shi Yi.
O Ministério da Defesa de Taiwan acusou imediatamente Pequim de “escalar tensões” e de pôr em causa a paz regional, declarando que enviou uma resposta militar proporcional e ativou exercícios de prontidão para contra-ataque.
“O exercício da democracia e da liberdade não constitui provocação, e a existência da República da China (Nome oficial de Taiwan) não é desculpa para agressores alterarem o statu quo”, afirmou o governo taiwanês em comunicado. A guarda costeira taiwanesa alertou ainda que o alcance das manobras representa “uma ameaça significativa” para a segurança da navegação e para os direitos operacionais dos pescadores da ilha.
Pequim reivindica Taiwan como uma província chinesa e tem intensificado exercícios, ameaças e ações de intimidação nos últimos anos, com objetivos de modernização militar que, segundo avaliações antigas de serviços de inteligência dos EUA, pretendem permitir capacidade plena de invasão antes de 2027.
Os exercícios desta semana são os primeiros dirigidos a Taiwan desde abril e surgem num momento de fortes tensões diplomáticas.
Com as declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que disse que o país poderia envolver-se militarmente se a China atacasse Taiwan.
Também a aprovação dos Estados Unidos de 11 mil milhões de dólares (Mais de nove mil milhões de euros) em vendas de armas para Taipé. O que levou a China a impor sanções a 20 empresas norte-americanas de defesa.
Em Taiwan, o presidente Lai Ching-te prometeu aumentar a defesa nacional e garantir “preparação de combate de alto nível” até 2027.
Em Pequim, todas estas posições geraram reações furiosas, revela o jornal britânico. Analistas afirmam que a manobra militar chinesa, que inclui zonas de exclusão aérea e marítima maiores e mais próximas do território taiwanês do que o habitual, marca também a primeira vez que a China declara explicitamente estar a treinar para impedir intervenção estrangeira. Vários aviões chineses permaneceram visíveis em radares durante os exercícios, algo também considerado invulgar.
“A China está a demonstrar capacidade de negar acesso e criar áreas de exclusão militar, e está a fazê-lo de forma pública”, avaliou William Yang, analista do International Crisis Group, citado pela imprensa internacional.
A “Missão Justiça 2025” é já o sexto grande exercício militar chinês focado em Taiwan desde 2022, quando a China realizou manobras de grande escala em resposta à visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, à ilha. Especialistas, citados pelo The Guardian, acreditam que Pequim avalia agora a reação de Washington antes de definir novos passos.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.