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O seguro será assegurado pelo Tesouro britânico, que irá cobrir eventuais danos ou perdas durante o transporte da tapeçaria de França para o Reino Unido e ao longo do período em que estiver em exposição, a partir de setembro do próximo ano. A proteção será garantida através do Government Indemnity Scheme, um mecanismo estatal que substitui os seguros comerciais para permitir a exibição de obras de elevado valor.

De acordo com o Financial Times, citado pelo Guardian, o Tesouro aprovou provisoriamente a avaliação da tapeçaria, sendo esperado que o valor final ronde os 800 milhões de libras.

Em declarações ao jornal britânico, um porta-voz do HM Treasury explicou que “o Government Indemnity Scheme é um programa de longa data que permite aos museus e galerias pedir emprestadas obras de elevado valor para grandes exposições, aumentando o número de visitantes e proporcionando benefícios públicos”. Acrescentou ainda que “sem esta cobertura, os museus e galerias públicos enfrentariam prémios de seguros comerciais substanciais, que seriam significativamente menos rentáveis”.

Segundo estimativas oficiais, este regime permitiu poupar cerca de 81 milhões de libras aos museus e galerias do Reino Unido, em comparação com seguros comerciais.

A Tapeçaria de Bayeux, com cerca de 70 metros de comprimento, retrata a invasão normanda de 1066 e a Batalha de Hastings, na qual Guilherme, o Conquistador, derrotou Haroldo Godwinson, tornando-se o primeiro rei normando de Inglaterra. A obra é composta por 58 cenas e é amplamente considerada como tendo sido produzida em Inglaterra no século XI, provavelmente por encomenda do bispo Odo de Bayeux.

A tapeçaria será cedida temporariamente enquanto o Museu da Tapeçaria de Bayeux, na Normandia, encerra para obras de renovação, com reabertura prevista para outubro de 2027.

Os visitantes poderão ver a peça histórica na Galeria de Exposições Sainsbury, no British Museum, entre o outono de 2026 e julho de 2027.

O empréstimo faz parte de um acordo cultural de grande dimensão anunciado em julho entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Em contrapartida, o British Museum irá emprestar a França a coleção de Sutton Hoo, as Peças de Xadrez de Lewis e outros artefactos históricos.

Apesar do acordo, em França têm surgido críticas por parte de especialistas em arte e conservação, que apelam a Emmanuel Macron para que abandone o projeto, alertando para o risco de que o transporte possa causar danos irreparáveis à tapeçaria.

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