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Depois de anos a afinar câmaras e processadores, 2025 pinta-se com outra prioridade: a bateria. Entre a popularização da IA no próprio dispositivo, ecrãs mais brilhantes e redes 5G/5G avançado, a energia necessária por dia de utilização subiu. Já vemos smartphones a romper a barreira dos 7.000 mAh, algo impensável há pouco tempo.

A Samsung, que manteve os 5.000 mAh como referência desde a era do Galaxy S20 Ultra, prepara-se agora para mexer nas métricas que definem a experiência real de um topo de gama, segundo noticia o Tech Radar.

Há três forças a empurrar a capacidade para cima: o consumo agregado: mais brilho, mais Hz, mais IA a correr localmente para fotografia, tradução, resumo e privacidade; mais eficiência, mas com limites: chips de 3 nm e painéis LTPO ajudaram, mas os ganhos marginais já não chegam para dois dias confortáveis em muitos perfis de uso; e novos materiais: as químicas com silício-carbono começam a ganhar tração na indústria, elevando densidade energética sem inflacionar demasiado o volume.

O resultado? Um mercado onde “um dia inteiro” já não é suficiente para quem joga, grava vídeo em 4K/8K, usa navegação e hotspot no mesmo dia. E é aqui que a estratégia da Samsung começa a mudar.

samsung galaxy s25 ultra pen

Rumores consistentes e relatórios de cadeia de fornecimento apontam para uma bateria de 5.200 mAh no Galaxy S26 Ultra. É um incremento de 200 mAh face ao patamar que a marca manteve durante várias gerações. À primeira vista, pode parecer um ajuste tímido. Na prática, é uma mensagem: o limite “psicológico” dos 5.000 mAh fica para trás na linha Ultra.

As certificações internacionais mais recentes sugerem que o acessível Galaxy A07 entrará em cena com 6.000 mAh. Para um modelo de entrada, esta capacidade é ouro: dois dias de utilização moderada parecem realistas, mesmo com redes rápidas e sessões intensas de apps sociais, vídeo e navegação. A mensagem implícita é importante: se a base avança, o topo tem obrigatoriamente de abrir caminho para capacidades maiores ou eficácias superiores.

Importa notar que a gestão de espaço interno num Ultra é mais exigente (câmaras, zoom periscópico, materiais premium).

Marcas como OPPO e Xiaomi já colocaram no mercado telemóveis com 6.500 mAh e até acima de 7.000 mAh em certos segmentos. Muito disto é viabilizado por avanços nas composições de eletrodos (silício-carbono) e no empilhamento de células. A Samsung parece alinhada com essa tendência, mas com um ritmo próprio que combina segurança, eficiência e experiência. Se o A07 materializar 6.000 mAh e o S26 Ultra romper os 5.000 mAh, a linha traçada para as próximas épocas fica clara.