No Dragão tocavam-se os extremos da tabela classificativa. O FC Porto, líder, que ainda não perdeu no campeonato e em 15 jornadas só tinha concedido um empate (contra o Benfica), naquele que é o melhor arranque de sempre do FC Porto na prova; e o AFS, com a “lanterna vermelha” na mão, que ainda não tinha ganhado qualquer jogo em 15 disputados, com o melhor que tinha conseguido a serem quatro empates. No final o desfecho foi o previsível: triunfo dos “dragões” por 2-0 e fim de ano perfeito.

O favoritismo para a partida desta segunda-feira estava totalmente nos ombros do FC Porto, que surgiu sem Borja Sainz (castigado) mas já com Bednarek de regresso e Francisco Moura a ocupar o flanco esquerdo, empurrando Martim Fernandes para a direita e Alberto Costa para o banco – onde também ficou Alan Varela, cuja posição ficou para Pablo Rosário.

Mas os primeiros 45 minutos não foram nada fáceis para os portistas. Depois de 10 minutos iniciais com intensidade e velocidade mas que não produziram lances de golo, os “azuis e brancos” perderam essas virtudes à medida que o tempo foi passando.


Com um bloco muito compacto formado por uma linha de cinco defesas e quatro médios e apenas Tomané como homem mais adiantado, o AFS defendia com todos bem atrás, abdicando de qualquer tipo de pressão na saída de bola do FC Porto. E deu-se bem com esta estratégia durante os primeiros 45 minutos, já que em apenas duas ocasiões o guarda-redes Simão Bertelli passou por alguma aflição – num cabeceamento de Frohold (31’) e num outro de Kiwior, um pouco por cima da barra da baliza AFS na sequência de um livre de Rodrigo Mora já em período de descontos.

Se a defender o AFS dava sinais de vida, a atacar o AFS foi, praticamente, inexistente, no primeiro tempo, não tendo feito qualquer remate à baliza à guarda de Diogo Costa, que se viria a lesionar pouco depois da passagem da primeira meia-hora de jogo – o internacional português, que se magoou sozinho, na sequência de uma saída mal calculada, ainda se manteve em campo até ao intervalo mas já não regressou dos balneários, substituído por Cláudio Ramos.


Só que bastaram três minutos no segundo tempo para o jogo se resolver a favor do FC Porto. Uma perda de bola do AFS foi parar aos pés de Pepê, com o brasileiro a servir Samu na entrada da área e o ponta-de-lança espanhol a fintar dois adversários e a inaugurar o marcador. Os líderes também se fazem assim, aproveitando a mínima desconcentração defensiva dos seus opositores em cada jogo.

Para os portistas estava feito o mais difícil – quebrar a estrutura defensiva do AFS – e melhor ficou quando o árbitro da partida, alertado pelo VAR decidiu assinalar grande penalidade favorável aos “azuis e brancos” depois de considerar que Gabri Veiga foi pontapeado por um adversário no interior da área do AFS num lance de disputa de bola.

Na marca dos 11 metros, Samu não desperdiçou a ocasião (65’), bisando na partida e “matando” as aspirações do AFS de levar qualquer coisa do jogo para sua casa. Quem levou mais três pontos foi o FC Porto, que até ao final do encontro só voltaria a incomodar Simão Bertelli em mais uma jogada de Pepê defendida pelo guardião. Mas o mais importante estava assegurado para os portistas que entram no novo ano no topo da classificação do campeonato e com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting e já dez em relação ao Benfica.