O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde rejeitou esta terça-feira que exista ou venha a existir nos próximos dias uma situação de “caos” nas unidades hospitalares. Álvaro Santos Almeida lembrou que os planos de contingência servem precisamente para evitar esse cenário e adiantou que a maioria dos hospitais já os ativaram.

Em declarações aos jornalistas em Viseu, Álvaro Santos Almeida rejeitou que se possa chegar a uma situação de “caos”, já que “o SNS tem planos de contingência” e que a maioria das unidades já os acionaram.

“Esses planos servem precisamente para isso: para reagir a estes aumentos de procura. Naturalmente, nunca resolvem os problemas todos (…) mas permitem que o SNS e as suas unidades respondam dentro do razoável”, explicou.


Praticamente todas as unidades ativaram os planos de contingência. Nós temos 11 unidades já no nível três, que é o nível mais elevado; temos outras 11 no nível dois e outras 11 no nível um. Apenas quatro ou cinco não ativaram os planos de contingência”, acrescentou o responsável.


Questionado sobre os tempos de espera no hospital Amadora-Sintra, o diretor-executivo reconheceu que “há um problema no Hospital Fernando Fonseca” e que “o resto do SNS está sob pressão, mas não há caos no SNS”.

Tempos de espera “em linha como que é habitual nesta época”
Álvaro Santos Almeida afirmou ainda que as urgências estão limitadas “pela capacidade de internar doentes”, mas têm reagido “bem” neste período.

O responsável lembrou que a semana entre o Natal e a passagem de ano é tradicionalmente “muito difícil do ponto de vista da resposta dos serviços de saúde”.

“É em todo o mundo, não é só em Portugal no SNS. É no setor privado, é em Espanha, no Reino Unido, é em todo o lado”, já que “coincide com os períodos de férias de muitos profissionais” e com “um período de atividade epidémica gripal”, elucidou.

O diretor-executivo frisou ainda que “os tempos de espera, apesar de elevados (…) têm estado em linha com o que é habitual nesta época do ano” ou até “melhor” do que é habitual.

“Estamos com tempos de espera abaixo dos 80 minutos de média e chegámos a ter, em anos anteriores, 130 minutos de média nacional”, adiantou.