Beyoncé é oficialmente multimilionária, de acordo com a Forbes, tornando-se a terceira mulher do mundo da música na história a ultrapassar esse patamar. Do universo musical, também o marido de Beyoncé, Jay-Z, Taylor Swift, Rihanna e Bruce Springsteen são multimilionários.
A Forbes explica que o lançamento do álbum da estrela em 2024, Cowboy Carter, e a sua digressão — que foi a mais lucrativa do mundo em 2025 — impulsionaram a sua fortuna de dez dígitos, juntamente com um império empresarial em expansão, o vasto catálogo musical e novas oportunidades comerciais.
A digressão Cowboy Carter arrecadou mais de 400 milhões de dólares (mais de 340 milhões de euros) em vendas de bilhetes, de acordo com a publicação especializada Pollstar. A Forbes estima que Beyoncé tenha ganhado 50 milhões de dólares (42,5 milhões de euros) com a venda de produtos promocionais nos espectáculos.
A digressão mundial Renaissance, de 2023, arrecadou mais de 579 milhões de dólares (cerca de 540 milhões de euros, ao câmbio da altura) e a sua digressão mundial Formation, de 2016, mais de 320 milhões de dólares (em torno de 290 milhões de euros, ao câmbio desse ano), informou o The Washington Post.
Em Dezembro de 2024, Beyoncé apresentou-se ao vivo durante o intervalo do primeiro jogo de Natal da NFL da Netflix, embolsando cerca de 50 milhões, aponta a Forbes, observando que a cantora também aproveitou a estética country do álbum para arrecadar dez milhões com anúncios da Levi’s.
A Forbes avança ainda que Beyoncé ganhou 148 milhões (mais de 125 milhões de euros) neste ano antes dos impostos, tornando-a a terceira música mais bem paga do mundo.
A revista também cita a sua empresa, Parkwood Entertainment, como a chave para o seu sucesso financeiro. A empresa produz a sua música, documentários e concertos, dando à estrela controlo interno sobre o seu império. Ela deixou de ser gerida pelo pai em 2010.
“Quando se chega a este ponto na carreira, não é preciso assinar com outra pessoa e partilhar o dinheiro e o sucesso — faz-se tudo sozinho”, disse Beyoncé em 2013 na Escola de Artes Visuais da cidade de Nova Iorque.
Foi um ano e tanto para a estrela, que ganhou o Grammy de álbum do ano por Cowboy Carter em Fevereiro, após quatro tentativas frustradas pelo prémio máximo, e levou o prémio de melhor álbum country.
Antes do lançamento do álbum, em Março de 2024, Beyoncé estreou duas canções com influências country, tornando-se a primeira mulher negra a liderar a tabela Hot Country Songs da Billboard.
Cowboy Carter é uma ode às contribuições dos afro-americanos para a música country e foi um sucesso entre os fãs, que muitas vezes usavam chapéus e botas de cowboy para apoiar a cantora natural de Houston. Há muito que Beyoncé celebra as suas raízes country, apesar do escrutínio contínuo de alguns membros da indústria que dizem que ela não pertence ao género e do debate aceso sobre o que realmente define a música country.
Beyoncé foi excluída das nomeações para os Country Music Association Awards de 2024, apesar de ser uma das maiores histórias da indústria do ano.
“As críticas que enfrentei quando entrei neste género obrigaram-me a ultrapassar as limitações que me foram impostas”, escreveu a estrela numa publicação no Instagram no ano passado, referindo-se à reacção negativa que recebeu em 2016, quando os espectadores da CMA criticaram a sua interpretação da canção country Daddy lessons.
A estrela disse que levou mais de cinco anos para criar o álbum e que ele surgiu de uma época em que era “muito claro” que ela não era bem-vinda. “Por causa dessa experiência, mergulhei mais fundo na história da música country e estudei o nosso rico arquivo musical”, escreveu.
“A minha esperança é de que, daqui a alguns anos, a menção da raça de um artista, no que se refere ao lançamento de géneros musicais, seja irrelevante”, rematou.