Um agente que recebeu um donativo de Kyllian Mbappé no valor de 60.300 euros, em junho de 2023, por conta dos serviços prestados na segurança da seleção francesa no Mundial de 2022, no Catar, foi alvo de uma sanção disciplinar por parte da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN).

O polícia, que acompanha os “blues” há alguns anos e é também um amigo de família do capitão da seleção francesa, acabou por ser castigado, a 20 de dezembro, com uma pré-reforma antecipada por não ter informado sobre o donativo aos superiores, segundo informações recolhidas pela agência France-Presse (AFP) junto de fontes próximas do caso, confirmando assim uma notícia avançada pelo jornal francês “Le Monde”.

A AFP dá conta que o montante foi detetado e sinalizado por um bancário, em 2024, levando a abertura de um processo judicial por crimes de trabalho dissimulado e branqueamento de fraude fiscal, que ainda se encontra em curso.

Jean-Baptiste Soufron, advogado do polícia, disse à AFP que vai contestar a sanção no tribunal admnistritativo e referiu que o donativo “era lícito, feito por cheque e não necessitava de ser declarado”.

A mesma fonte adianta, ainda, que antes de ser definida qualquer sanção, o agente já tinha requerido uma reforma para 31 de dezembro, tendo, inclusive, planos para o Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, para o qual deverá ser contratado pela Federação Francesa de Futebol (FFF).

Outro quatro chefes da brigada receberam também 30.000 euros em donativos atribuídos por Mbappé, mas o seu círculo garante que “tudo foi feito no respeito pelas regras, sem qualquer contrapartida”.