Um incêndio deflagrou na manhã desta quarta-feira num apartamento de um prédio em Alcântara. Os únicos casais que viviam no edifício ligaram ao 112 depois de terem ouvido uma forte explosão numa das habitações.

Mobilizados para o local, os Bombeiros Sapadores de Lisboa combateram as chamas (provocadas pela explosão) que foram extintas pelas 8h52. No entanto, os operacionais continuam no local a “fazer segundas pesquisas para garantir que não há vítimas”, contou ao Observador um sapador no local.

Os casais que estavam no prédio no momento da explosão não foram afetados e garantiram às autoridades que, tirando as suas habitações (no primeiro andar e no rés do chão), os restantes apartamentos estavam vazios. “O meu carro — numa garagem atrás do prédio que explodiu — está completamente danificado, todo partido. (…) Quando se deu a explosão, rebentou o telhado e caíram telhas em cima do carro, com toda a força”, disse Margarida Vitorino, moradora do local, à Rádio Observador.

Os Sapadores viram-se apenas obrigados a evacuar os edifícios contíguos “por precaução”. Apesar de se suspeitar que a explosão teve origem numa fuga de gás, os trabalhos continuam no local para confirmar as suspeitas.

A violência da explosão e o incêndio que se seguiu fizeram colapsar a cobertura do edifício e, parcialmente, a estrutura do segundo piso, acrescentou fonte dos sapadores, que foram apoiados no local pelos Bombeiros Voluntários da Ajuda, a PSP e a Polícia Municipal — num total de 74 operacionais apoiados por 22 viaturas.

Outra moradora ouvida pela Rádio Observador queixa-se da demora dos Sapadores. “Demoraram imenso tempo a chegar e depois não havia água na rua. Demoraram a agir, não quero ser exagerada, mas pelo menos uma hora”. Joana Covinhas relatou que o barulho da explosão “foi ensurdecedor”, “o prédio abanou de uma forma inexplicável”.