A tecnologia evolui a uma velocidade vertiginosa e, com ela, surge um novo sentimento que já assombra os corredores das empresas e os escritórios remotos: o FOBO. Saiba do que se trata e entenda como deixá-lo em 2025.
De acordo com um artigo publicado na Forbes, o termo FOBO condensa o “Fear of Becoming Obsolete” (em português, “Medo de se Tornar Obsoleto”).
Embora o acrônimo FOBO tenha sido historicamente usado para “Fear of a Better Option” (em português, “Medo de uma Opção Melhor), a autora do artigo ressignifica o termo para o contexto do mercado de trabalho atual, focando na ansiedade gerada pelo rápido avanço tecnológico, especialmente da Inteligência Artificial (IA).
O que é o FOBO no contexto profissional?
Trata-se, basicamente, do receio de que as competências, conhecimentos e funções de um profissional deixem de ser necessários ou valorizados devido à automação e às mudanças nas exigências do mercado.
É uma evolução da ansiedade tecnológica, onde o trabalhador teme não conseguir acompanhar o ritmo das inovações.
O surgimento deste fenómeno está diretamente ligado à velocidade sem precedentes das mudanças no mercado de trabalho.
A perceção de que a IA pode, agora, realizar não apenas tarefas repetitivas, mas funções criativas e analíticas, gera uma sensação de vulnerabilidade.
Para muitos, o ciclo de vida das competências técnicas tornou-se tão curto que o esforço para se manter atualizado parece uma corrida impossível de vencer, alimentando uma resistência à mudança que acaba por intensificar o próprio medo da obsolescência.
Combater o medo com melhoria constante
Neste cenário, contudo, o artigo oferece uma perspetiva otimista, sugerindo que o FOBO pode ser combatido através da curiosidade.
Ao cultivar uma mentalidade de exploração em vez de medo, os profissionais podem transformar a ansiedade num motor para a aprendizagem contínua.
Conforme a autora do artigo da Forbes, a chave para a relevância reside exatamente na capacidade de questionar o status quo e em abraçar novas ferramentas, vendo a tecnologia como uma aliada colaborativa e não como uma rival direta.
Além da curiosidade, a relevância a longo prazo depende do fortalecimento das capacidades intrinsecamente humanas, as chamadas soft skills.
Competências como a empatia, a inteligência emocional, o pensamento crítico e a perceção social são extremamente complexas de replicar por algoritmos.
Por isso, o caminho para não se tornar obsoleto passa por uma combinação estratégica: dominar a colaboração com a tecnologia enquanto se aprofundam as qualidades humanas que conferem um valor único às empresas.



