Não me escondo atrás de nenhuma função, de nenhuma proteção, não sou opaco e não fujo às minhas respostas. Qualquer dúvida que haja estou aqui para discutir e dizer ao que venho”, disse aos jornalistas em Loures, realçando ter toda a disponibilidade para esclarecer o que for necessário.

“A coisa que mais me aborrece, e se me permitem este desabafo, é que tivesse sido posta em causa a minha integridade. Eu não sou uma pessoa rica, não tenho nada de meu a não ser as coisas que sempre prezei ao longo da minha vida e uma delas é a integridade, a minha capacidade de entrega, nos momentos certos a coragem que tive de ter para enfrentar certas dificuldades”, acrescentou, notando mais uma vez estranhar o “momento em que voltou a reaparecer” uma investigação “fechada” em 2024 pelo Tribunal de Contas.

“Essa minha estranheza faz-me pensar que há aqui uma tentativa de ingerência democrática e política que não me parece ser positiva para a democracia”, afirmou. “Fui oficial de Marinha, lutei e estive sempre disponível para lutar pelo meu país e pelas instituições que representam a democracia no país e fiz isso recebendo só o meu ordenado”, completou.

A Procuradoria-Geral da República esclareceu, esta terça-feira, que o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo não é arguido na investigação sobre os ajustes diretos celebrados entre a empresa Proskipper e a Marinha, de 2017 a 2020, durante a liderança do ex-militar. O inquérito decorre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada e encontra-se na fase final.

“A população sabe perfeitamente o que estava em causa: uma tentativa de assassinato de caráter (…) Não tenho nada a temer e quem não deve não teme, não devo nada a ninguém, nunca devi nada a ninguém, só tive um patrão e esse patrão foi o Estado Português e os portugueses”, concluiu o candidato a Belém.