Anatoliy Trubin, guarda-redes do Benfica, confessou que chegou a pensar que a transferência de Sudakov não iria chegar a bom porto. O internacional ucraniano admitiu que ficou surpreendido com o desfecho do negócio do compatriota, tudo devido às exigências do Shakhtar Donetsk.
«Ele disse-me que havia interesse, falou sobre a situação no geral. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele iria mudar de clube. Só não achei que seria o Benfica. (…) Houve rumores, provavelmente verdadeiros, de que o Nápoles ofereceu 40 milhões e o Shakhtar recusou. Portanto, para mim, o Benfica parecia uma opção quase impossível. Porque se o Shakhtar não aceitou 40 milhões, então, provavelmente, eles contavam com uma quantia ainda maior. E, para o Benfica, pareceu-me que não era uma prioridade fazer compras por tanto dinheiro. Mas, com o tempo, algo mudou. E estou muito feliz que tudo tenha dado certo», admitiu o guarda-redes, em declarações ao portal ucraniano Futebol 24.
Trubin considerou que a mudança para a Luz «é um passo em frente» para Sudakov, que custou 27 milhões de euros aos bolsos dos encarnados.
«Também estou muito feliz, porque não é só um jogador ucraniano, mas também um amigo meu que entrou na equipa. (…) Tudo aqui depende muito da pessoa. Eu precisei, talvez, de um pouco mais de tempo, porque estava sozinho e era importante para mim adaptar-me gradualmente às pessoas, para me sentir confortável. O Sudakov é uma pessoa completamente diferente. Não posso dizer que o ajudei o tempo todo. Perguntou-me algumas coisas, mas eram coisas básicas. (…) Ele não se vai perder, isso ficou claro desde a sua chegada. Além disso, o clube cuida muito bem dos jogadores e ajuda em todos os momentos. Tenho a certeza de que ele vai estar bem aqui», vincou.
Trubin também escolheu a deslocação a Newcastle como «a melhor atmosfera» que viveu esta temporada e elegeu o jogo com o Nápoles como aquele que mais gostou.
Além disso, o guardião estabeleceu comparações entre o campeonato português e o ucraniano.
«Não posso dizer que o nível do campeonato mudou muito nestes três anos, porque continua muito alto. Não vejo mudanças drásticas. Recentemente o Sudakov disse que, se compararmos com o campeonato ucraniano, quase todas as equipas [portuguesas] têm um, dois ou três jogadores de altíssimo nível, que constantemente criam perigo», observou.
«Todos os jogos em Portugal exigem o máximo de ti. Aqui não podes dar-te ao luxo de não ir a cem por cento. Infelizmente, na Ucrânia, às vezes, acontece que, mesmo sem a preparação perfeita, ainda podes jogar e vencer. Não existe isso aqui. Aqui precisas de estar sempre a cem por cento. Talvez essa seja a principal diferença», rematou.