Leda e o Cisne, de Leonardo da Vinci, é uma das obras mais enigmáticas da arte renascentista. Criada por Leonardo da Vinci entre 1504 e 1507, a pintura representa a rainha de Esparta, Leda, junto a Zeus, transfigurado em cisne. A obra se destaca pela sua temática erótica, notável na época, e pela técnica avançada de perspectiva aérea.

Apesar de sua provável destruição no século XVII, a pintura ainda desperta grande fascínio e especulação sobre seu paradeiro. Cópias reconhecidas estão em diversos museus, reforçando a esperança de que o original um dia possa ser redescoberto.

Desvendando o Mito por Trás da Arte

O mito de Leda e o Cisne é oriundo da mitologia grega, onde Zeus, transformado em cisne, seduz a rainha Leda. Este tema serviu de inspiração para muitos artistas renascentistas, incluindo Michelangelo e Correggio. Suas representações subvertem a relação entre deuses e mortais e exploram a sensualidade de forma inovadora para a época.

Créditos: Cesare da Sesto

A Jornada e o Destino da Obra

Embora a pintura original de Leda e o Cisne não tenha sobrevivido, existem esboços e estudos de Leonardo que datam de 1503 a 1507. Esses documentos mostram a evolução do conceito ao longo do tempo.

A última localização confirmada da obra foi no Palácio de Fontainebleau, na França, no século XVI, mas ela jamais foi vista novamente após o final do século XVII. Não há evidências concretas sobre seu paradeiro atual.

Valor e Legado da Criação de Da Vinci

Mesmo ausente, Leda e o Cisne simboliza a maestria de Da Vinci em integrar arte e ciência. Seu estudo de botânica inserido na obra exemplifica tal habilidade. Acredita-se que se a pintura original fosse encontrada, poderia valer mais de 100 milhões de dólares, dada a importância histórica e estética. O valor estimado reflete tanto o legado de Leonardo quanto a preciosidade da obra perdida.