A inflação, calculada por via do Índice de Preços no Consumidor (IPC), foi de 2,34% este ano, de acordo com a estimativa rápida do INE. Este valor é ligeiramente mais baixo do que o registado no ano passado, período em que a taxa de variação anual foi de 2,42%.

Estes 2,3% de 2025 são o valor mais baixo desde 2021, ano em que a inflação se quedou por uma subida de 1,27%. Depois, devido disparou para 7,83% em 2022, tendo descido para 4,31 no ano seguinte. A invasão da Ucrânia pela Rússia no início de 2022 provocou um choque nos preços dos produtos energéticos e também nos alimentares, que alastrou depois ao resto da economia, levando a uma subida abrupta.

A taxa média dos últimos doze meses foi apurada depois de ter sido calculada a taxa de variação homóloga de Dezembro, que, de acordo com a estimativa rápida, foi de 2,2%. Os dados definitivos serão divulgados no próximo dia 13 de Janeiro.





Ainda não há dados pormenorizados, mas é possível verificar que os produtos alimentares não transformados, como a carne, peixe, ovos, legumes e frutas, foram uma das componentes que puxaram pela inflação este ano.

De acordo com o INE, a inflação sem produtos alimentares não transformados e energia, conhecida como inflação subjacente, e que retira do cálculo estes produtos com preços mais voláteis, foi de 2,23%.

No entanto, os produtos energéticos tiveram um contributo geral negativo, com uma variação de -0,24%, enquanto os produtos alimentares não transformados subiram 4,76%. O INE mostra ainda que a variação dos produtos alimentares transformados este ano foi de 1,03%.

O ritmo do aumento do custo das rendas em Portugal também terá contribuído para a subida da inflação, já que, sem a componente habitação, a variação do IPC este ano foi de 2,2%.

A estimativa rápida do INE mostra ainda que este ano a inflação harmonizada terá tido uma variação de 2,2%, abaixo dos 2,4% previstos pelo Governo e em linha com as previsões do Banco de Portugal e da Comissão Europeia.

Esta inflação (que foi de 2,7% em 2024) é medida através do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), e permite, depois de alterações ao cabaz de preços, fazer uma comparação entre os diversos países da União Europeia.