O economista Joaquim Aguiar morreu esta quarta-feira, anunciou a filha nas redes sociais e confirmou o Observador. O antigo assessor político da Casa Civil dos Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares tinha 78 anos. O velório está marcado para esta sexta-feira às 15h na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo no Alto do Lumiar, em Lisboa, e o funeral será no dia seguinte, no mesmo local, pelas 13h.
Joaquim Aguiar estudou economia na Faculdade de Economia do Porto e no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras em Lisboa. Desempenhou funções de investigador em sociologia política no Gabinete de Investigações Sociais e no Instituto de Ciências Sociais da Universidade Técnica de Lisboa (que se fundiu com a Universidade de Lisboa em 2012). Foi, também, adjunto económico do Gabinete do primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo e administrador de empresas do Grupo José de Mello.
Paulo Carmona, Diretor-Geral de Energia e Geologia, recordou numa publicação no LinkedIn “um ser inteligente”, de “humor fantástico”, que “sempre acreditou que este país poderia ser melhor, apesar do seu pessimismo sobre as elites”. Já o economista e comentador Camilo Lourenço, no Facebook, lembra Joaquim Aguiar como “uma pessoa com capacidade de análise espetacular” com quem partilhava um painel de discussão online há sete anos.