Foi uma operação descrita como tendo um elevado risco e bastante complexa. Os serviços secretos do Ministério da Defesa da Ucrânia revelaram esta quinta-feira que simularam a morte de Denis Kapustin, o líder do Corpo Voluntário Russo, um grupo de oposição ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que opera dentro de fronteiras russas. “Foi um fracasso dos serviços secretos russos.”
A notícia da morte de Denis Kapustin, descrito como um “inimigo de Putin”, foi dada a 27 de dezembro e o opositor ao Presidente russo teria morrido em combate. Foi a própria organização que deu a notícia no seu grupo de Telegram, prometendo ainda “vingança” pela morte do líder do Corpo Voluntário Russo.
Esta quinta-feira, no entanto, o chefe das secretas militares ucranianas, Kyrylo Budanov, fez uma videochamada com Denis Kapustin — que, afinal, está vivo, contrariando as notícias de que estaria morto.
???? russia paid half a million dollars
to “kill” Denis WhiteRex,
commander of the Russian Volunteer Corps.Instead, GUR faked his death, took the money,
exposed the whole network of killers
and brought Kapustin back alive.Welcome back, legend.
Meanwhile, russian intel got… pic.twitter.com/RFDDmbSrhM
— Bandera Fella *-^ (@banderafella) January 1, 2026
“Antes de mais nada, Sr. Denis, parabéns pelo seu regresso à vida. É sempre um prazer”, afirmou Kyrylo Budanov, citado numa publicação da rede social Telegram das secretas do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Kyrylo Budanov divulgou ainda que a Ucrânia “ficou com a recompensa” da Rússia pela alegada “execução” de Denis Kapustin. “Fico feliz que os fundos recebidos da sua execução tenham sido utilizados para ajudar os combates na Ucrânia. Desejo sucesso a todos nós e ao senhor pessoalmente.”
Uma vez que é considerado um opositor ao regime e ajudante das tropas ucranianas, a Rússia tinha estipulado uma recompensa de 500 mil dólares (cerca de 426 mil euros) para quem conseguisse executar Denis Kapustin.
Na videochamada, o responsável por esta operação das secretas ucranianas — que se apresenta como Timur — garantiu que recebeu a quantia dos fundos alocados pelos serviços especiais russos para a execução deste crime.
Por sua vez, Denis Kapustin, que se encontra atualmente na Ucrânia, garantiu que a sua “ausência temporária” não “afetou a qualidade e o sucesso” da execução das missões de combate do Corpo Voluntário Russo. “Estou pronto para voltar às minhas missões e continuar a combater pela minha unidade”, frisou o “inimigo de Putin”, mostrando-se disponível para continuar a ajudar as tropas ucranianas.