A gigante chinesa Xiaomi voltou a surpreender o mercado dos wearables com o lançamento do seu mais recente smartwatch, o Xiaomi Watch 5. Este novo equipamento promete redefinir a forma como interagimos com a tecnologia de pulso, introduzindo uma capacidade inédita de leitura de sinais biométricos. Assim, este smartwatch consegue ler os músculos e os movimentos da mão.
A revolução dos sensores no novo Xiaomi Watch 5
Ao contrário dos modelos tradicionais que dependem do toque no ecrã ou de botões físicos, este smartwatch destaca-se por integrar sensores capazes de interpretar a atividade muscular do utilizador, elevando a fasquia da inovação no setor.O grande destaque deste lançamento reside na inclusão de um sensor de electromiografia (EMG).
Esta tecnologia, habitualmente reservada a equipamentos médicos de diagnóstico, permite ao relógio detetar os impulsos elétricos gerados pelos músculos do braço e do pulso. Enquanto a maioria dos dispositivos atuais utiliza apenas acelerómetros e giroscópios para identificar a posição do braço, o novo hardware da Xiaomi consegue “ler” a intenção do movimento antes mesmo de este ser completado.
Esta precisão técnica significa que o dispositivo não se limita a reconhecer gestos amplos. A tecnologia EMG consegue identificar micro-movimentos e tensões musculares específicas, como o simples fechar da mão ou o estalar de dedos. A marca garante que esta abordagem oferece uma fiabilidade muito superior à dos sistemas óticos ou inerciais presentes na concorrência.
Smartwatch que lê músculos e movimentos da mão
Isso permite uma monitorização de saúde mais detalhada, inclusive detetando níveis de fadiga muscular durante o exercício físico. A aplicação prática desta tecnologia traduz-se numa experiência de utilização totalmente nova. Com o reconhecimento avançado de movimentos, o utilizador pode navegar pelos menus, atender chamadas ou controlar a reprodução de música apenas com gestos da mão, sem nunca tocar no ecrã.
Esta funcionalidade revela-se particularmente útil em situações onde o utilizador tem a outra mão ocupada ou suja, garantindo uma interação fluida e higiénica. Além da inovação no controlo, o equipamento mantém a autonomia de referência da marca, prometendo até 18 dias de bateria em modo de poupança, mesmo com os novos sensores ativos.
Com o sistema operativo HyperOS 3 e um processador de última geração, este smartwatch posiciona-se não apenas como um acessório de fitness, mas como um centro de comando para o ecossistema doméstico, permitindo controlar outros dispositivos inteligentes através de gestos simples. A Xiaomi demonstra assim que o futuro dos wearables passa pela invisibilidade da interação, onde o corpo humano se torna o próprio comando.


