O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou o novo presidente da Câmara de Nova Iorque de lançar “gasolina antissemita numa fogueira”.
“Mamdani mostra as suas verdadeiras cores: a definição da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) do antissemitismo e levanta as restrições ao boicote a Israel. Isto não é liderança. É gasolina antissemita lançada sobre uma fogueira”, afirmou o Ministério israelita na rede social X.
On his very first day as @NYCMayor, Mamdani shows his true face: He scraps the IHRA definition of antisemitism and lifts restrictions on boycotting Israel.
This isn’t leadership. It’s antisemitic gasoline on an open fire.— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) January 2, 2026
O Governo de Israel já tinha demonstrado a antipatia pelo democrata Mamdani quando este venceu as eleições municipais de Nova Iorque, em 4 de novembro, ocasião em que vários ministros israelitas — sobretudo os mais radicais — acusaram-no de ser um “islamista declarado“, antissemita e “inimigo de Israel“.
Durante a campanha eleitoral, o democrata demonstrou o seu apoio ao povo palestiniano e criticou o Governo de Benjamin Netanyahu, que foi acusado de cometer genocídio no enclave pela comunidade internacional e por organizações de defesa dos direitos humanos de renome, incluindo duas israelitas.
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Mamdani, agora o 112.º presidente da Câmara da cidade de Nova Iorque, é, aos 34 anos, o segundo presidente da câmara mais jovem da história da cidade, o primeiro de ascendência sul-asiática e também o primeiro muçulmano.
Prestou juramento usando o Alcorão, que estava na posse da sua esposa, Rama Duwaji.