O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou o novo presidente da Câmara de Nova Iorque de lançar “gasolina antissemita numa fogueira”.

“Mamdani mostra as suas verdadeiras cores: a definição da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) do antissemitismo e levanta as restrições ao boicote a Israel. Isto não é liderança. É gasolina antissemita lançada sobre uma fogueira”, afirmou o Ministério israelita na rede social X.

O Governo de Israel já tinha demonstrado a antipatia pelo democrata Mamdani quando este venceu as eleições municipais de Nova Iorque, em 4 de novembro, ocasião em que vários ministros israelitas — sobretudo os mais radicais — acusaram-no de ser um “islamista declarado“, antissemita e “inimigo de Israel“.

Durante a campanha eleitoral, o democrata demonstrou o seu apoio ao povo palestiniano e criticou o Governo de Benjamin Netanyahu, que foi acusado de cometer genocídio no enclave pela comunidade internacional e por organizações de defesa dos direitos humanos de renome, incluindo duas israelitas.

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Mamdani, agora o 112.º presidente da Câmara da cidade de Nova Iorque, é, aos 34 anos, o segundo presidente da câmara mais jovem da história da cidade, o primeiro de ascendência sul-asiática e também o primeiro muçulmano.

Prestou juramento usando o Alcorão, que estava na posse da sua esposa, Rama Duwaji.