Chuck Homler d/b/a Focus On Wildlife

Coruja-das-neves

Pela primeira vez em 20 anos, Suécia perde uma espécie de aves. Mais calor, menos túneis de neve, menos lemingues.

Há anos que a Suécia não declarava que perdeu uma espécie de aves. Agora, a coruja-das-neves foi considerada extinta.

Uma das aves mais emblemáticas do planeta, tem plumagem branca e olhos amarelos brilhantes. Como caçadoras, são exemplares: mergulham por camadas de neve profunda para capturar as presas.

Como será expectável, vive em zonas mais frias da Terra. Aliás, a coruja-das-neves também é conhecida como coruja polar ou coruja ártica.

Mas o seu futuro está em risco: na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), é “vulnerável”; na Europa a manutenção da espécie é “pouco preocupante” – mas a primeira avaliação não é actualizada há quatro anos e a segunda está assim há cinco anos.

A espécie tem vindo a ser caçada e morta há anos, seja para taxidermia ou para iguarias culinárias, avisa o Euronews. A desflorestação, urbanizações e estradas destruíram habitats e perturbaram as épocas de nidificação.

As alterações climáticas não ajudam: mais calor, menos túneis de neve, menos lemingues (o alimento preferido da coruja-das-neves). E o Ártico está cada vez mais quente.

Voltando à Suécia, esta ave, com fases irregulares de reprodução, tornou-se um símbolo poderoso da natureza selvagem do norte do país nórdico.

No entanto, desapareceu há 10 anos. O “silêncio” começou em 2015: desde então, os especialistas não viram novas crias ou sinais de reprodução.

E, agora sim, a espécie foi considerada “regionalmente extinta”.


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