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Com a maior discrição. Desde agosto deste ano, a CIA tinha um grupo de agentes secretos na Venezuela para vigiar a par e passo a rotina do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de acordo com o New York Times. O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, já tinha avisado que o regime “estava com os dias contados” e que ia agir em breve. Na madrugada deste sábado, os EUA bombardearam múltiplos pontos estratégicos de Caracas por volta das 2h00 (hora local, mais cinco horas em Lisboa) — e ditaram o derrube do líder da Venezuela.
Entre os pontos estratégicos visados na operação da unidade especial dos Delta Force estava o Forte Tiuna. Este complexo militar que acolhe os organismos ligados à Defesa venezuelana era o local onde Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, dormiam na madrugada deste sábado. Numa entrevista à Fox News este sábado, Donald Trump disse que acompanhou desde a sua mansão como uma “série de televisão”, em Mar-a-Lago, na Florida, juntamente com “vários generais”.
Segundo a CNN Internacional, as tropas de elite Delta Force entraram no quarto do casal e arrastaram-nos até serem capturados. As Forças Armadas leais ao regime venezuelano não tiveram tempo para reagir e proteger o chefe de Estado e a primeira-dama, uma vez que também tinha havido bombardeamentos em redor do Forte Tiuna, numa emboscada que abriu caminho à captura e detenção do casal.
O Presidente norte-americano detalhou que Nicolás Maduro estava numa “casa que mais parecia uma fortaleza” com “portas de aço” dentro do Forte Tiuna. A operação foi de tal maneira rápida que o Presidente venezuelano e a mulher não tiveram tempo sequer para fugir para o bunker junto do quarto onde dormiam.
“Ele tentou entrar lá, mas foi tudo tão rápido que ele não conseguiu”, descreveu Donald Trump, acrescentando que as tropas de elite vinham preparadas com “lança-chamas” que eram capazes de derreter o aço do bunker, se tal fosse preciso.
Após ser detido pelas tropas de elite norte-americanas, segundo contou o Presidente norte-americano, Nicolás Maduro “tentou negociar” diretamente com os Estados Unidos. “Eu disse que não”, lembrou Donald Trump, acrescentando: “Ele bem tentou negociar. Ele bem tentou fazer um acordo”. O chefe de Estado dos EUA lembrou que já tinha dado outras oportunidades para que o homólogo venezuelano abdicasse do poder de forma negociada e acusou-o de praticar “vários crimes” relacionados com o narcotráfico.
Do Forte Tiuna, as tropas de elite Delta Force forçaram Nicolás Maduro e a mulher a entrar num helicóptero que os levou para o navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima. A embarcação partiu rumo a Nova Iorque, cidade na qual se espera que o Presidente venezuelano e a primeira-dama sejam julgados pelos crimes de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os EUA.
A operação, bastante elogiada por Donald Trump, já tinha sido autorizada há alguns dias. A CIA já tinha rastreado há algum tempo o paradeiro de Nicolás Maduro. O Presidente norte-americano adiantou que os ataques a Caracas poderiam ter sido concretizados há “quatro dias”, no dia 31 de dezembro, mas o estado de tempo nesse dia não seria o mais adequado.
Na madrugada deste sábado, as condições atmosféricas foram consideradas como de feição, o que permitiu avançar para a operação militar que culminou com a captura de Nicolás Maduro — e que o levou para os Estados Unidos da América, onde agora será julgado.