O candidato presidencial André Ventura desvalorizou a possível violação do direito internacional na captura do Presidente da Venezuela, considerando essa preocupação “conversa de chacha” por estar em causa a detenção de “um tirano”.

À margem de uma ação de pré-campanha em Albufeira, André Ventura congratulou-se com a captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, num ataque realizado pelos Estados Unidos, desvalorizando que a ação possa ter acontecido ao arrepio do direito internacional.

André Ventura considerou que se tem de “parar com a conversa de chacha” sobre a possível violção do direito internacional, quando em causa está a detenção de alguém que acusa de ser “um tirano, um sanguinário, um ditador, um torturador, um assassino”.

“Quando nós nos livramos de ditadores, de torturadores, de traficantes de droga, de narcotraficantes no mundo, isso é positivo, sejam eles chefes de Estado ou não”, vincou, considerando que é preciso celebrar que “um criminoso seja preso”, mesmo que isso aconteça ao arrepio do direito internacional.

Para o futuro, Ventura espera que Portugal e a Europa tenham um papel para “garantir que o destino da Venezuela é deixado aos venezuelanos”.

Em declarações aos jornalistas, Ventura salientou ainda a importância de se proteger a comunidade portuguesa na Venezuela, considerando que a Presidência da República e o Governo devem garantir “a segurança destes portugueses e destes lusodescendentes”.