São verdadeiras obras de arte e podem valer mais de mil euros. Nas últimas semanas, as criações de Sarah Espeute tornaram-se virais nas redes sociais graças à forma como combinam o têxtil com uma visão “poética e sensível”, descreve a própria autora no seu site.
Nascida em março de 1991, em Artles, no sul de França, estudou Artes Aplicadas e Comunicação Visual na prestigiada École d’Arts Appliqués Olivier de Serres, em Paris, mas rapidamente percebeu que queria trabalhar de forma independente. Ou seja, não queria estar confinada às regras rígidas do design convencional. Por isso, em 2021, fundou o Œuvres Sensibles, o seu estúdio e marca sediada em Marseille.
O nome significa literalmente “obras sensíveis” e reflete a missão da marca. “Criar peças têxteis que tenham alma, que evoquem memórias e histórias, e que consigam ligar as pessoas às experiências simples da vida”, segundo a artista de 34 anos.
Os seus trabalhos começaram a ganhar notoriedade ainda antes de criar o próprio negócio. Um desses exemplos foi uma criação especial que realizou para a marca de moda Sessùn. “Para mim, um objeto não é apenas um objeto: é um momento, um fragmento de vida traduzido em forma e textura”, disse em conversa com o próprio grupo.
A Œuvres Sensibles produz sobretudo têxteis bordados à mão em Marselha. Entre as propostas encontra toalhas de mesa, almofadas, guardanapos e outros decorativos para a casa. Todas as peças são feitos com linho e algodão antigos, muitos com mais de 50 e 100 anos, recolhidos por Espeute em toda a França.
O que distingue realmente os produtos da marca é a mistura entre função e design. Em peças que parecem simples toalhas, existem bordados completos de refeições, criando aquilo que muitos meios internacionais, como a revista “Remodelista”, ligada ao lar, descreve como “poeticamente minimalistas e carregados de nostalgia, lembrando os velhos rituais de convívio à mesa”.
Embora a Œuvres Sensibles não seja uma etiqueta de grande produção industrial, nem esteja avaliada em milhões de euros, os números mais recentes mostram que, em 2024, o estúdio faturou cerca de 311 mil euros de faturação, com um lucro líquido de 22,9 mil. A equipa tem apenas cinco funcionários.
O caráter artesanal e limitado das peças é fundamental na sua identidade. Afinal, cada coleção é produzida em pequenos lotes ou sob medida, muitas vezes encomendadas diretamente por clientes através da própria loja online ou revendedores selecionados.
A sua popularidade surgiu principalmente através das redes sociais e imprensa internacional especializada no meio. Sites como a “Maison Flâneur” elogiam a sua capacidade de transformar têxteis do dia a dia em narrativas visuais que contam histórias familiares. “Faz das peças verdadeiros objetos de desejo para quem aprecia design com significado”, escreve a publicação.
Na verdade, é nos momentos banais do quotidiano que Sarah encontra a sua inspiração. “O lar é um ninho, um lugar que me inspira. As ideias vêm de detalhes, momentos, lembranças e sensações. Muitas vezes perco-me nesses pensamentos mesmo antes de criar”, disse ao site “Marset”.
A fama levou-a para colaborações ainda maiores. Em 2024, por exemplo, Sarah Espeute trabalhou com a Christofle para criar peças exclusivas de edição limitada. “Sinto que ainda estamos a começar e talvez seja cedo demais para pensar nisto, mas o próximo objetivo é ter as minhas próprias lojas”, revelou ao mesmo meio.
Carregue na galeria para conhecer algumas das propostas da marca, que podem ser encomendadas diretamente para Portugal.