Tudo começou com as declarações de Pedro Mantorras, antigo avançado (e estrela) do Benfica, à Rádio 5, de Angola, através das quais garantiu que Florentino só não representa a seleção de Angola porque a atual direção da Federação não quer. Pelo caminho, acusou os responsáveis federativos de mentir.
«É mentira o que os dirigentes desta atual direção dizem, é tudo mentira. Estive em duas reuniões com o Florentino, o empresário e o presidente da FAF, Artur Almeida e Silva, e ficou tudo acertado sob uma condição. Eu tinha de entregar dois carros em Angola para a mulher do Florentino e para as pessoas que pudessem vir acompanhá-lo. Eu assumi tudo isso para o Florentino representar Angola», começou por referir.
«Entretanto houve eleições na Federação, aquela direção perdeu, e o Florentino ligou-me a dizer que já não vinha à Seleção Nacional, porque a pessoa que ele queria que fosse presidente da Federação tinha perdido. Esta é a pura verdade, crua e nua.»
O problema é que é tudo mentira, garante Florentino.
Através de um comunicado, o atual jogador do Burnley garantiu que nunca houve nenhum acordo para representar Angola e que o sonho dele é jogar pela seleção de Portugal.
«Relativamente às notícias que circularam durante o dia de hoje, considero importante esclarecer que nunca existiu qualquer acordo para eu representar a Seleção Nacional de Angola», escreveu Florentino.
«Nasci em Angola e tenho muito orgulho nas minhas origens, que fazem parte da minha identidade e da minha história pessoal e familiar. Ao mesmo tempo, foi em Portugal que cresci desde muito novo e onde fui formado. Foi em Portugal que tive as minhas primeiras oportunidades e condições para evoluir como jogador e como pessoa. A minha vontade de representar Portugal é muito grande.»
O médio formado no Benfica lembra que já teve «o privilégio de vestir as cores nacionais e de ser campeão europeu nos escalões de Sub-17 e Sub-19», pelo que a ambição dele passa por «voltar a representar a Seleção Nacional Portuguesa ao mais alto nível, na seleção principal».
«Tudo o que diz respeito ao meu percurso internacional foi sempre vivido com respeito, clareza e verdade.»