O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou seis distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido a tempo frio entre a meia-noite de segunda-feira e as 09h00 de terça-feira.
Segundo informação do IPMA, estão sob este aviso os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Portalegre, devido à “persistência de valores baixos da temperatura mínima”.
Em declarações à TSF, a meteorologista Maria João Frada adianta que as temperaturas podem chegar aos -6 graus em certos alguns do país.
“Vamos ter temperaturas máximas que, na generalidade do território, não ultrapassam os 9 a 12 graus, as mais elevadas serão no litoral e no interior do Alentejo. No interior norte e centro as temperaturas s máximas deverão variar entre os 5 e os 8 ou 9 graus. Também vai haver uma descida acentuada das temperaturas mínimas, que vão variar no litoral entre os 2 e os 4 graus. De um modo geral, em todo o litoral poderá haver locais da faixa costeira ligeiramente superiores, mas é muito pontual. No restante território deverão variar entre os -1 e 2 graus, sendo que no nordeste transmontano e na Beira Alta vão ser negativas, com as temperaturas mínimas entre os -2 e -5 ou -6”, explica à TSF Maria João Frada.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta numa nota publicada no seu “site” que “quando a temperatura desce, o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes aumenta”.
Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, a DGS deixa várias recomendações à população, como evitar mudanças bruscas de temperatura, vestir roupa por camadas, proteger as extremidades com gorro, luvas e meias quentes e usar calçado antiderrapante para evitar quedas.
Manter a pele hidratada, sobretudo a cara, mãos e lábios, beber água e bebidas quentes e comer sopa são outras das indicações, para que a população se mantenha hidratada e quente.
Em casa, deve evitar-se estar mais de uma hora seguida sentado, para reduzir o risco de desenvolver problemas de saúde e ajudar a manter o corpo aquecido.
A DGS aconselha ainda a população a fazer “refeições mais frequentes, encurtando as horas entre elas”, e a aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, como, por exemplo, frutos e hortícolas, pois contribuem para reduzir o aparecimento de infeções.
Por outro lado, deve evitar-se o consumo de alimentos fritos, com muita gordura ou açúcar.
A DGS pede ainda especial atenção aos mais vulneráveis: “Crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo.”
Aconselha igualmente a população a planear com antecedência e confirmar se tem medicamentos e alimentos suficientes, caso seja mais difícil sair de casa, e, para os que não podem sair de casa, recomenda que identifiquem outras pessoas que os consigam ajudar a ir buscar alimentos e medicamentos.
No exterior, por causa do frio, deve-se evitar esforços físicos.