Após a tragédia, o governo tinha indicado que havia, além desta jovem desaparecida e agora confirmada como morta, uma emigrante portuguesa ferida. No entanto, concluiu-se que esta não fora uma das vítimas da tragédia e estava no hospital de Sion devido a um “pequeno acidente doméstico”.

A polícia suíça identificou na manhã desta domingo mais 16 vítimas do incêndio da véspera de Ano Novo em Crans-Montana, elevando o número de vítimas confirmadas para 24, de um total de 40 mortos.

Em comunicado, a polícia também informou que os corpos das vítimas recém-identificadas já foram entregues às suas famílias.

Além dos oito suíços previamente identificados, as autoridades cantonais anunciaram a identificação de outros dez suíços (quatro mulheres e seis homens) com idades entre 14 e 31 anos, dois italianos de 16 anos, um francês de 39 anos, um cidadão com dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16 anos, um romeno de 18 anos e um turco de 18 anos.

A Suíça decretou um dia de luto nacional na próxima sexta-feira, 09 de janeiro, após o incêndio na noite de Ano Novo na estação alpina de Crans-Montana.

Como sinal adicional de solidariedade nacional, todos os sinos das igrejas da Suíça tocarão às 14:00 locais (13:00 em Lisboa) quando começar a cerimónia em homenagem às vítimas do incêndio, que ocorreu num bar de Crans-Montana.

“Está também planeado um minuto de silêncio. Neste momento de reflexão, todas as pessoas na Suíça poderão prestar homenagem, a título pessoal, às vítimas da catástrofe”, indicou o presidente suíço, Guy Parmelin.

De acordo com os primeiros elementos da investigação, o incêndio poderá ter começado a partir de velas incandescentes que foram colocadas sobre garrafas de champanhe, incendiando o teto da sala na cave do estabelecimento.

As autoridades suíças anunciaram no sábado a abertura de uma investigação criminal contra os dois gerentes franceses do bar, que são “acusados de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio por negligência”.