Se quer ter mais anos de vida, é importante ter em conta a sua saúde. Existem alguns hábitos que podem fazer toda a diferença e contribuir para o aumento da longevidade. Um especialista na área revelou o que pode mudar no seu dia a dia.

Marcos Apud, já escreveu um livro sobre o tema e ao agregador de blogues HuffPost deu a conhecer algumas mudanças que podem ser fundamentais.

“É preciso modificamos hábitos que estão ligados aos nossos pilares fundamentais de bem-estar, como sono, alimentação, atividade física, gestão do stress, suplementação, ligação com a natureza e higiene eletromagnética”, começa por dizer o especialista.

“Usamos o corpo como um laboratório pessoal, medindo como diferentes mudanças na dieta, na exposição à luz solar, no treinamento, na suplementação ou no sono impactam na nossa biologia”, continua.

Pequenas mudanças, grandes diferenças

Uma das estratégias que aponta está relacionada com o jejum. “Traz benefícios físicos, mentais e emocionais e pode ser aplicado em qualquer fase da vida. O seu impacto é sistémico, traz benefícios ao corpo, mente e a alma.”

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O cérebro acaba por ter um for impacto na longevidade e para o melhorar explica que uma dieta anti-inflamatória é o mais indicado. “A prática sistemática do jejum, assim como o treino de força, que não só melhora a condição física, como também está relacionado à prevenção da perda de massa cerebral associada à idade.”

Diz ainda que “é essencial exercitar a memória visual e auditiva e expandir o vocabulário aprendendo novas palavras”, tudo para prevenir sintomas de doenças neurodegenerativas como demência, Parkinson ou Alzheimer.

O que deve fazer todos os dias para melhorar a saúde do cérebro

Segundo a Universidade de Melbourne, na Austrália, citada no BestLife, “as doenças que afetam o cérebro e o sistema nervoso causam mais mortes e problemas de saúde a nível mundial do que as doenças cardiovasculares e os cancros”. Fazer certas mudanças nos hábitos pode ajudar a reduzir significativamente este risco. Quer um exemplo? 

Joyce Gomes-Osman, uma personal trainer, realça a importância de fazer cerca de 30 minutos de exercício por dia.  Fazer exercício “mantém e melhora a saúde do corpo, expandindo os pulmões, acelerando a circulação e promovendo o crescimento dos músculos e dos ossos”. 

Para além disso, “o exercício pode contribuir para o crescimento do cérebro e para o desenvolvimento simétrico das faculdades mentais”, acrescenta. 

É ainda importante mencionar que alguns estudos já demonstram que “as pessoas que praticam exercício físico regular podem ter até 20% menos probabilidades de desenvolver demência do que aquelas que não praticam exercício físico regular”, lê-se no website da Alzheimer’s Society.

Aaron Bonner-Jackson, um neuropsicólogo, explica ainda que o exercício regular pode ter um impacto positivo no hipocampo, “uma área do cérebro muito importante para a memória”. Também ajuda a reduzir e controlar o stress e os seus efeitos negativos.

Alzheimer poderá ser revertido com reequilíbrio do cérebro, sugere estudo

Um estudo realizado pelo University Hospitals Cleveland Medical Center apurou que a restauração de uma molécula central de energia celular no cérebro de ratos reverteu os marcadores da doença de Alzheimer, incluindo alterações cerebrais e declínio cognitivo.

Mariline Direito Rodrigues | 07:47 – 30/12/2025