Imagine que você trabalha para a Valve e acaba de desenvolver o videogame de maior sucesso da história da empresa. Provavelmente, você decidiria permanecer na empresa e continuar colhendo frutos. No entanto, não foi isso que o co-criador do Counter-Strike fez. Minh Le, que desenvolveu o jogo junto com Jess Cliffe, abandonou os pais do Steam sem hesitar assim que percebeu o que eles queriam fazer com a franquia. “É claro que me arrependo um pouco”, explicou ele em uma entrevista recente. E quem não se arrependeria ao ver no que sua criação se transformou?

A chave do sucesso de Counter-Strike foi o que levou seu criador a se demitir da Valve

Minh Le relembrou a situação em uma entrevista à revista Edge (via GamesRadar), na qual explicou que essa tinha sido, provavelmente, a pior decisão financeira de sua vida. “Muitas das pessoas com quem ainda mantenho contato na Valve… percebo que estão indo muito bem financeiramente”, explicou. O que ele pensa é que, de certa forma, sacrificou essa estabilidade e prosperidade econômica em busca de uma carreira profissional onde a criatividade tivesse um pouco mais de peso. É por isso que os arrependimentos não vão além da sensação de que ele já poderia ter parado de trabalhar se não tivesse se separado de Gabe Newell.

RelacionadoIEM Rio 2026: Campeonato mundial de Counter-Strike retorna ao Brasil com mais de US$ 1 milhão em premiaçõesIEM Rio 2026: Campeonato mundial de Counter-Strike retorna ao Brasil com mais de US$ 1 milhão em premiações

De acordo com Minh, o Counter-Strike “não havia mudado nada” nos seis anos em que ele trabalhou no jogo, e isso fez com que ele perdesse o interesse em seguir trabalhando na Valve: “A Valve me ofereceu trabalhar no Counter-Strike: Source, mas eles queriam continuar sem mudanças; só queriam atualizar os gráficos. Eu queria trabalhar em algo completamente novo”. Com essa ideia, ele teve várias reuniões com altos executivos da Valve e com o próprio Gabe Newell, nas quais a empresa chegou à conclusão de que ele “se sairia melhor sozinho” e o deixou ir. Desde então, ele também não se saiu particularmente mal. Trabalhou em Black Desert, Rust e agora está envolvido em um título chamado Alpha Response, que está em acesso antecipado.

“Se eu tivesse ficado na Valve, provavelmente já poderia ter me aposentado. Optei por um caminho diferente, muito mais desafiador. Mesmo assim, sinto que valeu mais a pena em termos de carreira profissional, desenvolvimento pessoal e crescimento como profissional da indústria de videogames. Conheci alguns aspectos do setor que nunca teria conhecido se tivesse ficado na Valve”, concluiu. É curioso como um dos segredos do sucesso do Counter-Strike, que são as poucas mudanças que sofreu nos 25 anos de existência, também foi o que afastou um de seus próprios criadores do projeto.

Inscreva-se no canal do IGN Brasil no Youtube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, Threads, Bluesky, Instagram e Twitch! | Siga Gabriel Sales no Twitter, Threads e Bluesky.