“Se ela não fizer o que deve, vai pagar um preço muito alto, provavelmente superior ao de Maduro”, afirmou Donald Trump em entrevista à revista norte-americana The Atlantic.
A publicação adianta que a chamada telefónica com o presidente ocorreu na manhã deste domingo, um dia após a captura de Nicolás Maduro e horas depois do Supremo Tribunal da Venezuela ter indicado a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. O exército venezuelano também já reconheceu entretanto a nova líder.

Reportagem no Telejornal | 4 de janeiro de 2026
O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio tinha afirmado este domingo que os Estados Unidos só estariam predispostos a trabalhar com as autoridades venezuelanas se estas tomassem “as decisões certas”.
Na entrevista à Atlantic, Donald Trump reconheceu ainda que a Venezuela poderia não ser o último país sujeito a uma intervenção norte-americana. “Precisamos da Gronelândia, absolutamente”, afirmou, reiterando que aquela ilha sob administração dinamarquesa está “cercada de navios russos e chineses”.
Sobre o futuro da Venezuela, o presidente norte-americano afirmou que o futuro, mesmo que passe por uma mudança de regime será “melhor do que o que eles têm neste momento” e que a situação no país “não pode piorar”.
A Venezuela está “em falência” e o país “é uma catástrofe em todos os domínios”, pelo que “reconstruir o país não é uma coisa má”.
“Está disposta a fazer o que achamos necessário”
No sábado, horas após a captura de Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, o presidente norte-americano afirmou, em conferência de imprensa, que a vice-presidente da Venezuela tinha demonstrado disponibilidade para trabalhar com os EUA, sendo que Washington assumiria “o controlo” temporário do país até que uma transição fosse assegurada.
“Essencialmente ela está disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande outra vez”, afirmou Donald Trump.
Porém, a vice-presidente Delcy Rodríguez veio afirmar logo no sábado que a Venezuela está “pronta para defender os seus recursos naturais” e exigiu aos Estados Unidos a libertação de Nicolás Maduro.