O Centro de Detenção Metropolitano, conhecido como MDC Brooklyn, já teve muitos presos famosos, desde o músico Sean ‘Diddy’ Combs ao ex-presidente das Honduras, Juan Orlando Hernández, passando pela ex-namorada do pedófilo Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell. Mas é tão problemático que alguns juízes se recusam a enviar para lá pessoas.
O “inferno na terra”, como alguns lhe chamaram antes de obras há poucos meses que o terão tornado “seguro para os presos e os funcionários”, abriu na década de 1990 e alberga 1300 reclusos. Os mais recentes são o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher Cília Flores, depois de terem sido extraídos de Caracas numa operação militar dos EUA para enfrentar acusações de narcotráfico em Nova Iorque. Maduro arrisca uma pena entre os 30 anos e a prisão perpétua.
O ex-líder venezuelano, de 63 anos, vai ser hoje presente a um tribunal federal para a primeira leitura das acusações. Maduro e outros responsáveis venezuelanos foram acusados em 2020 por conspiração para cometer atos de narcoterrorismo, mas o Departamento de Justiça divulgou uma nova acusação no sábado, que inclui também Cília Flores, de 69 anos, pintando o regime como “corrupto e ilegítimo”, alimentando por uma operação de tráfico de droga que inundou os EUA com toneladas de cocaína.