Aproveitando a campanha Dezembro Vermelho, o Ministério da Saúde divulgou em dezembro a edição 2025 do Boletim Epidemiológico HIV e Aids, reforçando que, apesar dos avanços no diagnóstico, tratamento e redução da mortalidade, a infecção pelo HIV ainda representa importante desafio de saúde pública no país, especialmente entre a população masculina.

Segundo o Boletim, o Brasil apresenta estabilidade com leve aumento nos novos casos de HIV, com mais de 1,6 milhão de pessoas infectadas desde o início da epidemia. Homens jovens, especialmente na faixa etária de 25 a 34 anos, e homens que fazem sexo com homens (HSH) permanecem entre os grupos mais afetados, embora a epidemia venha se diversificando.

Em Catanduva, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, 970 pacientes que vivem com HIV/Adis estão em acompanhamento na rede pública, sendo que 111 foram notificados nos últimos dois anos. Foram 78 novos casos registrados em 2024 e outros 33 em 2025. Os números são de dezembro de 2025 e foram contabilizados a pedido do jornal O Regional.

Diante dos dados nacionais, que mostram estabilidade dos novos diagnósticos – média anual de 36 mil novos registros nos últimos cinco anos –, especialistas reforçam a importância de que o país avance na prevenção à doença. Uma estratégia é ampliar o acesso aos testes rápidos, que oferecem precisão equivalente à dos exames laboratoriais, a quem passar por situação de risco.

Nas unidades de saúde de Catanduva, por exemplo, de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2025, foram realizados 2.169 testes rápidos para HIV. Já no chamado CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento, que funciona junto ao antigo Postão, na rua Pará, foram realizados 1.323 testes rápidos para HIV no mesmo período. Ou seja, foram 3.492 testes ao longo de 11 meses.

PORTA DE ENTRADA

A Atenção Primária é o primeiro contato para pessoas que buscam orientação após exposição ao HIV ou apresentam sintomas compatíveis com ISTs, as infecções sexualmente transmissíveis. Os primeiros sinais podem ser feridas, corrimentos, verrugas e alterações urinárias.

Também chamam atenção a febre persistente, linfonodos aumentados e quadros que lembram a síndrome retroviral aguda, sobretudo após situação de risco recente.