“Obrigado a todos os roteiristas, atores, produtores e membros de sindicatos, muitos de vocês que estão nesta sala, que nos apoiaram, que realmente se colocaram à frente por nós e nos lembraram de que não tomamos a liberdade de expressão como algo garantido nesta cidade ou neste país”, disse Kimmel. “As atitudes de vocês foram importantes, e nós as valorizamos.”

Depois, ele partiu para os agradecimentos irônicos.

“E, acima de tudo, quero agradecer ao nosso presidente, Donald Jennifer Trump (em referência ao nome do político, Donald J. Trump), sem o qual estaríamos indo para casa de mãos vazias esta noite. Então, obrigado, senhor presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz todos os dias. Foram algumas semanas memoráveis, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre isso. Obrigado a todos.”

O que aconteceu com Kimmel

Em setembro de 2025, depois do assassinato de Charlie Kirk, durante o tradicional monólogo do programa, Kimmel disse que o MAGA (referência ao movimento pró-Trump Make America Great Again) estava tentando tirar proveito político da morte de Kirk.

Um conhecido ativista de extrema-direita, Kirk foi baleado e morto no dia 10 de setembro, durante um debate na Universidade do Vale de Utah. Três dias depois, as autoridades anunciaram a prisão do suspeito pelo crime.

“Chegamos a novos patamares de baixaria no fim de semana, com a gangue MAGA tentando retratar esse garoto que matou o Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um dos deles”, disse Kimmel.

A ABC, emissora pertencente à Disney, anunciou a retirada do talk-show de Jimmy Kimmel da sua grade de programação “por tempo indeterminado”, após um dos maiores conglomerados de emissoras de TV dos Estados Unidos, o Nexstar Media, declarar que deixaria de exibir a atração por causa do comentário.

O programa ficou menos de dez dias fora do ar, após muitas reações.