Daniel Schröder e Henry Carl Köhne, aos comandos de um Volkswagen Amarok T1+ da PS Laser Racing, chegaram ao Dakar com ambições elevadas mas rapidamente chamaram a atenção, mas não pelo desempenho em pista, mas sim por um episódio no prólogo que se tornou viral nas redes sociais. A dupla compete inserida na categoria Ultimate (T1+) e integra igualmente o pelotão do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), alinhando para uma temporada completa com planos já definidos para 2026, mas um aparatoso capotanço no prólogo, seguido de um verdadeiro ‘outburst’ (explosão de raiva) sofrida pelo piloto como se pode ver pelas imagens.

Tradição familiar e percurso até ao T1+

O automobilismo é um negócio de família para os Schröder, com o patriarca Jürgen a marcar presença no Dakar desde 2009, primeiro como navegador de Alfie Cox e mais tarde como piloto. Daniel seguiu a mesma via, estreando-se em motos na América do Sul, onde terminou o Dakar em duas ocasiões, com medalhas de ‘finisher’ e classificações de 51.º em 2011 e 20.º em 2012. Mais tarde, ganhou experiência como navegador ao lado do pai em 2015, 2016 e 2019, antes de assumir definitivamente o volante.

Evolução competitiva até ao Amarok T1+

Depois de vários anos em automóveis T1, Daniel assumiu o papel de piloto em 2022, substituindo Jürgen à última hora devido a uma lesão no ombro, e conseguiu levar o Nissan Navara VK50 até ao final na 36.ª posição. Em 2023, melhorou para 28º da geral, consolidando a ideia de que era altura de dar o salto para uma viatura mais competitiva, o que o levou à estreia na categoria T1+ em 2025. Ao volante do Amarok preparado pela WCT, o alemão somou resultados de etapa dentro do top 5, confirmando o potencial do conjunto, ainda que sem alcançar a ambicionada medalha de finisher.

Primeira época completa no W2RC e objetivos desportivos

A época de 2025 marcou igualmente a primeira participação completa de Daniel no W2RC, em parceria com o navegador sul-africano Henry Carl Köhne, que conhecera no Dakar de 2022. A dupla utilizou o campeonato para ganhar ritmo, testar evoluções e perceber com maior precisão o seu lugar entre a elite do rally-raid, num pelotão descrito pelo piloto como “extremamente competitivo”. Para o Dakar, o objetivo passa por terminar entre 15º e 20º, com a ambição adicional de se aproximar do top 10 em algumas etapas, desafiando os principais favoritos.

Desafios técnicos e reforço da competitividade

Apesar dos bons parciais, a estreia em T1+ ficou marcada por problemas técnicos, incluindo um incidente com o motor que obrigou a dupla a ser relegada para a categoria Experience, comprometendo as aspirações na classificação geral. Ainda assim, Daniel sublinha o “salto competitivo” proporcionado pelo T1+, destacando a velocidade e a capacidade do Amarok em todo-o-terreno, ao mesmo tempo que aponta a maior consistência como chave para futuras campanhas. A equipa trabalhou em desenvolvimentos técnicos no carro e no entrosamento com o navegador, acreditando que essas melhorias vão traduzir-se em resultados mais sólidos ao longo da próxima época.

​Projeto familiar reforçado para 2026

Paralelamente à vertente desportiva, Daniel trabalha com o pai e o irmão na empresa PS Laser, que sustenta parte do programa desportivo da família. Em 2026, o projeto ganha uma nova dimensão, com a presença de dois Volkswagen Amarok preparados pela WCT e o regresso de Jürgen para o seu décimo Dakar, cenário que o piloto mais jovem descreve como “especial” por permitir correr em família e partilhar o dia a dia da prova com o pai. A paixão pelo Dakar, garante, mantém-se intacta, renovando-se a cada ano com novos objetivos e desafios competitivos.