“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça”, pode ler-se numa nota enviada ao JN. “Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família.”
Fany Pinheiro Magalhães, de 22 anos, era natural de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. A professora, recentemente formada, vivia com a família na localidade de Crans-Montana. O carro da jovem estava estacionado junto ao bar “Le Constellation”, destruído pelo incêndio, e o telemóvel incontactável. Os pais da vítima, naturais de São João de Ver, no concelho da Feira, têm um pequeno negócio naquela região suíça.
Condolências de Belém
Marcelo Rebelo de Sousa lamentou a morte da cidadã portuguesa e comunicou, este domingo, que falou ao telefone, durante a manhã, com o irmão de Fany, “a quem apresentou condolências e solidariedade nacional”, refere numa nota, publicada no site da Presidência da República.
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou “profunda solidariedade” e condolências à família, amigos e comunidade portuguesa na Suíça pela morte da cidadã portuguesa. “Recebi com pesar a notícia da morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Deixo à família, amigos e a toda a comunidade portuguesa na Suíça um abraço de profunda solidariedade e as nossas condolências”, escreveu o chefe do Executivo, na rede social X (antigo Twitter).
Proprietários ouvidos
Entretanto, as autoridades suíças anunciaram que foram identificadas 24 vítimas mortais do incêndio, entre as quais 11 menores e seis estrangeiros de um total de 40 mortos. Seis das vítimas do fogo, que causou ainda 119 feridos, são jovens italianos que estavam desaparecidos, confirmou Roma. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Noël Barrot, confirmou a morte de um cidadão francês, de 39 anos.
As autoridades suíças abriram, no sábado, uma investigação criminal aos proprietários do bar, um casal francês, que podem ser acusados de homicídio involuntário, tendo em conta que, segundo a investigação preliminar, o fogo terá sido provocado por velas incandescentes colocadas em garrafas de champanhe, que terão inflamado o teto do bar, lotado de pessoas. Segundo a agência de notícias AFP, Jacques e Jessica Moretti, já foram ouvidos como testemunhas.
Turismo segue apesar do desastre
Os turistas optaram por permanecer na estância dos Alpes Suíços onde o fogo deflagrou e os negócios da região, exclusivamente dependentes dos visitantes, continuam abertos, enquanto se multiplicam as homenagens às vítimas. Ainda em choque, a cidade abrandou o ritmo das festas, cancelando concertos e com música em volume reduzido.