Ao longo dos anos 1990, o Machine Head se consolidou como um dos nomes mais representativos do metal norte-americano surgido após o auge do thrash clássico. Fundado pelo guitarrista e vocalista californiano Robb Flynn, o grupo ganhou notoriedade logo no início da carreira com “Burn My Eyes” (1994), trabalho marcado por agressividade e energia em doses cavalares.

Com o passar do tempo, a banda passou por transformações sonoras significativas. Sem abandonar o peso característico, o Machine Head incorporou estruturas mais longas, elementos melódicos e uma abordagem cada vez mais épica. Esse processo culminou em um álbum que representou um verdadeiro salto de patamar na trajetória do grupo. Trata-se do excelente “The Blackening” (2007), sexto disco da carreira do quarteto.

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O impacto do trabalho ultrapassou o círculo habitual de fãs e críticos especializados. “The Blackening” chamou a atenção de um ícone da música pesada, como aponta entrevista que Flynn concedeu à Metal Hammer. De acordo com o frontman, a obra impressionou ninguém menos que James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica.

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“Somos todos da Bay Area, mas acho que não estávamos particularmente no radar dele antes disso. Mas ele ouviu ‘The Blackening’, disse que o álbum o impressionou muito e então fomos convidados para abrir o show do Metallica. Foi bastante surreal.”

Como era de se imaginar, Robb Flynn ficou feliz com a chance de excursionar ao lado do Metallica. No entanto, guarda um pequeno arrependimento.

“Para ser sincero, tudo passou muito rápido, e meu único arrependimento é não ter aproveitado mais aquele momento. Mas se você tivesse dito ao meu eu de 16 anos que eu estaria em turnê com o Metallica, festejando com eles e viajando no jato particular deles, eu teria surtado!”

Sucessor de “Through the Ashes of Empires” (2003), “The Blackening” tem como principal destaque a apoteótica “Halo”. A furiosa “Aesthetics of Hate”, outro ponto alto do “play”, critica de forma veemente um artigo sobre a morte de Dimebag Darrell, guitarrista do Pantera. Leia mais na nota a seguir.

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