O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou no domingo que 32 cidadãos cubanos morreram no ataque dos Estados Unidos à Venezuela onde o Nicolás Maduro e a mulher foram capturados.

“Os nossos compatriotas cumpriram o seu dever com dignidade e heroísmo e caíram, após uma resistência feroz, em combate direto com os atacantes, ou em consequência dos bombardeamentos”, disse, segundo os media locais. Na mesma declaração o chefe de Estado cubano declarou ainda dois dias de luto pelos mortos neste ataque.

As vítimas, acrescentou ainda, estavam numa missão na Venezuela, a pedido deste mesmo país, e eram funcionários das forças armadas cubanas e do seu Ministério do Interior.

Há anos que se suspeita que Cuba esteja a enviar cidadãos para a Venezuela em troca de petróleo. Aliás, em dezembro de 2025, o The New York Times noticiou mesmo que o número de enviados cubanos destacados como seguranças de Maduro tinha aumentado perante a crescente ameaça dos Estados Unidos a Caracas. Terão sido alguns destes cidadãos que morreram no ataque.

Ao todo, e de acordo com uma contagem preliminar, a Venezuela contabilizou 80 mortos no ataque. Do lado norte-americano, Donald Trump disse que houve apenas alguns feridos, nenhum dos quais grave.