Depois de uma noite de gala, os recrutas da “1.ª Companhia”, da TVI, tiveram uma aula dedicada à solidariedade e ao espírito de união, na sala de instruções. Foi neste contexto que Sara Santos decidiu falar sobre o seu percurso de vida e um período particularmente delicado que atravessou no passado: a perda da filha no parto.

Visivelmente emocionada, a jornalista e ex-apresentadora começou por revelar a perda mais marcante da sua vida: «Eu passei por um período muito complicado. Há quase oito anos, perdi a minha filha. Foi complicado ter de fazer um funeral, eu entrei numa depressão muito profunda que me levou a outro tipo de vício», confessou.

Entre lágrimas, Sara Santos explicou que esse vício surgiu como uma forma de escape num momento de grande fragilidade emocional: «Todos nós temos telhados de vidro e o primeiro que atire a pedra, porque eu entrei noutro tipo de vício, para além da depressão, porque achei que era a minha parte de salvação e o que me ia tirar daquele buraco», partilhou.

No seu desabafo, a concorrente recordou também a dor de se sentir julgada e abandonada por algumas pessoas próximas: «As minhas melhores amigas, aquelas que eu achava, não me atendiam já o telefone e chegaram a dizer que eu era um mau exemplo», revelou, explicando que acabou por encontrar apoio onde menos esperava: «Na altura, as pessoas que esperamos foram aquelas em que eu tive um abraço que eu precisava e que me ajudaram a sair do buraco.»

O relato tocante deixou os restantes recrutas profundamente emocionados, muitos deles em lágrimas. Sara Santos sublinhou ainda que o vício em que caiu foi uma «escolha» e um «tubo de escape», numa tentativa de sobreviver à dor da perda.

Ao recordar o período que se seguiu à morte da filha, destacou a importância da empatia e da ajuda inesperada: «Quando perdi a minha filha, senti uma solidariedade brutal de quem menos esperava», afirmou, acrescentando que esse apoio «vale mais do que dinheiro, porque houve muita gente que me salvou também».

O momento tornou-se um dos mais marcantes da semana na “1.ª Companhia”, deixando uma lição clara sobre dor, julgamento e a força da solidariedade humana.