Pollack, um advogado veterano com sede em Washington, apresentou esta segunda-feira uma notificação ao tribunal como representante legal de Maduro no caso de narcoterrorismo do Distrito Sul de Nova Iorque, antes de uma audiência marcada para as 12 horas locais (17 horas em Portugal continental).

Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer, esta segunda-feira, pela primeira vez ao tribunal na cidade de Nova Iorque, dois dias depois de terem sido detidos pelos EUA numa operação surpresa. O ex-líder venezuelano e a sua mulher são acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes relacionados com armas.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os EUA “estão no comando” da Venezuela e alertou o líder interino do país para cooperar, sob pena de pagar um “preço muito elevado”. Por seu lado, Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, apelou à colaboração com os EUA, mas reforçou que “a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e a um futuro”.

Barry Pollack é amplamente reconhecido como um dos principais advogados de defesa criminal nos EUA. Com mais de 30 anos de experiência, já representou indivíduos, executivos de alto nível e organizações em casos sensíveis e mediáticos. Pollack foi essencial nas negociações que resultaram na libertação de Julian Assange e obteve absolvições e reversões de condenações em múltiplos casos de grande destaque, incluindo fraudes corporativas, crimes financeiros complexos e homicídios em que clientes foram injustamente condenados.

É membro honorário do American College of Trial Lawyers e da American Board of Criminal Lawyers, tendo também presidido a National Association of Criminal Defense Lawyers. Para além disso, é professor adjunto no Georgetown University Law Center, onde leciona sobre a anatomia de julgamentos criminais federais.