Depois de semanas de silêncio e muita especulação, chegou a notícia de que o percurso do Alma terminou no Chiado e que a nova aventura de Henrique Sá Pessoa, noutro local da cidade, assumiria uma nova identidade. Agora é oficial: o novo espaço do chef será seu homónimo, ou seja, terá simplesmente o seu nome.

O anúncio surge pouco depois de a NiT ter falado com o chef sobre o encerramento do Alma, decisão que, como explicou, estava ligada à vontade de ter “um espaço em nome próprio” e de ultrapassar as limitações físicas e logísticas do restaurante do Chiado.

O restaurante Henrique Sá Pessoa nasce assum de uma “nova fase criativa marcada pela maturidade, pela liberdade criativa e por uma visão ainda mais pessoal da alta gastronomia”, refere em comunicado. “Encerrar o Alma é fechar um capítulo fundamental da minha vida, após 16 anos de construção, risco e aprendizagem.”

No verão, já se sabia que o novo projeto iria nascer no Páteo Bagatela, no centro de Lisboa. Faltava saber o nome e, sobretudo, o que mudava. Agora, há respostas. A abertura deverá acontecer em “meados de fevereiro” sendo que as primeiras reservas poderão ser feitas a partir de 20 de janeiro.

O novo espaço foi escolhido pela “localização privilegiada, com acessos significativamente melhorados”. “Queremos estar no centro de Lisboa. O espaço do Chiado era demasiado pequeno para as nossas ambições, não tinha estacionamento e o acesso era, por vezes, difícil”, explicou à NiT.

O restaurante terá uma sala principal com 30 lugares, complementada por uma sala privada com 12 lugares, pensada tanto para eventos exclusivos como para acrescentar oito lugares extra ao serviço regular, quando necessário. Apesar de ser um espaço mais amplo, a ideia é manter um ambiente intimista.

Um dos elementos mais distintivos será uma mesa de dois lugares ao balcão, com vista direta para a cozinha. Duas vezes por semana, esses lugares terão também uma vertente pedagógica e serão reservados a alunos de escolas de hotelaria, por um valor simbólico de 75€, para lhes permitir ter contacto direto com um fine dining.

Na cozinha, pouco ou nada muda, já que a equipa será praticamente a mesma. Dos 26 elementos do restaurante, 24 transitam diretamente do Alma. Está ainda prevista a intervenção de artistas portugueses no restaurante, com obras pensadas para locais inesperados, até nas casas de banho.

O novo projeto integra ainda o experimentalismo do Atelier, que funcionava em Marvila e agora deixa de existir como espaço autónomo.