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  • Pesquisadores brasileiros identificaram a enzima KaPgaB, que pode combater infecções causadas por bactérias resistentes.
  • A enzima é capaz de degradar biofilmes, que protegem as bactérias e dificultam a ação dos antibióticos.
  • Testes mostraram que a KaPgaB removeu mais de 80% do biofilme e aumentou a eficácia dos antibióticos quando aplicada antes deles.
  • A descoberta é resultado da colaboração entre 12 cientistas e ainda requer mais pesquisas antes de aplicações clínicas.

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Quebrando a principal defesa das bactérias resistentes Imagem Gerada por AI

Pesquisadores brasileiros identificaram uma enzima com alto potencial para fortalecer o combate a infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos, um dos maiores desafios atuais da Saúde. O estudo, publicado no World Journal of Microbiology and Biotechnology, descreve a ação da enzima KaPgaB, capaz de degradar biofilmes, estruturas que funcionam como uma barreira de proteção para algumas bactérias

Os biofilmes funcionam como uma espécie de escudo. Eles permitem que as bactérias se organizem em comunidades protegidas, dificultando a ação do sistema imunológico e tornando os antibióticos muito menos eficazes. É por isso que muitas infecções persistem mesmo após tratamentos prolongados, reaparecem com frequência ou exigem doses cada vez maiores de medicamentos.

O foco da pesquisa foi a bactéria Staphylococcus aureus, uma das principais causadoras de infecções persistentes na pele, em feridas, nos pulmões e na corrente sanguínea. Ela também está frequentemente associada a infecções relacionadas a dispositivos médicos, como cateteres, próteses, implantes e curativos. Nessas situações, a formação de biofilmes torna o tratamento ainda mais complexo e aumenta o risco de complicações.

Os resultados são expressivos. A enzima KaPgaB foi capaz de remover mais de 80% do biofilme em até quatro horas. Quando combinada de forma sequencial com outras enzimas, a remoção chegou a cerca de 97%. Além disso, a formação de novos biofilmes foi reduzida em até 96%. Outro achado importante é que, quando aplicada antes do antibiótico, a enzima aumentou significativamente a eficácia do medicamento, reduzindo o número de bactérias vivas.

Vale reforçar que a KaPgaB não substitui os antibióticos. Ela atua como uma aliada, enfraquecendo a defesa da bactéria e abrindo caminho para que o antibiótico funcione melhor. Até o momento, os testes foram realizados apenas em laboratório. Novas etapas de pesquisa ainda são necessárias antes de qualquer aplicação clínica.

A descoberta é resultado da colaboração entre 12 cientistas de diferentes instituições brasileiras, reunindo áreas como microbiologia, biologia molecular, física e medicina. O trabalho aponta para uma mudança importante de estratégia no enfrentamento das infecções resistentes, mostrando que desmontar as defesas da bactéria pode ser tão decisivo quanto tentar eliminá-la diretamente.

A descoberta é fruto de uma colaboração entre 12 cientistas de diferentes instituições brasileiras, reunindo áreas como microbiologia, biologia molecular, física e medicina. O estudo contou com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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