Em pouco mais de dez minutos, cinco viaturas com matrícula portuguesa encostam junto à secção do gás, num dos principais postos de combustíveis de Tui, do lado espanhol, junto à fronteira com Valença. Chegam praticamente umas atrás das outras e o discurso dos condutores sobre a disparidades dos preços, de um lado e do outro da fronteira, é idêntico. “É muito mais barato, compensa. Já venho aqui há tanto tempo que nem sei quanto custa em Portugal”, afirma Armindo Marques, residente em Valença, que carrega para a mala do carro uma botija de gás butano (12,5 kg) e paga ao funcionário espanhol 15,46 euros. Uma botija da mesma marca e com o mesmo peso, num posto do concelho de Valença, a pouco mais de um quilómetro, custa 31 euros.

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