João Ricardo acompanhou a gala da “1.ª Companhia”, da TVI, e, nas redes sociais, não deixou nada por dizer, face a algumas coisas que ouviu de concorrentes do formato.

“Entraram num reality show, com câmaras 24 horas, microfones, edição, narrativa e contrato assinado. E mesmo assim acharam que podiam apontar o dedo a alguém por vir do ‘Secret Story’ ou ‘Big Brother’, como se isso fosse um defeito de caráter”, começou por escrever.

“Usar frases como ‘aqui não é a Malveira, aqui é Bucelas’ não vos faz especiais, faz-vos ridículos. Porque a verdade é simples e desconfortável: vocês estão exatamente no mesmo sítio que dizem desprezar. Televisão. Reality show. Jogo. Personagem. Exposição. O cenário muda. O ego é o mesmo. Quem ataca o percurso dos outros não esta a afirmar identidade nenhuma. Está só a mostrar medo de ser confundido. Medo de não ser diferente. Medo de não ser relevante sem descer alguém. Não existem reality shows nobres e reality shows menores. Existem pessoas que aguentam a exposição e pessoas que precisam de criar hierarquias imaginárias para dormir melhor à noite”, continuou João Ricardo.

“Se não queriam ser associados a realities, havia uma escolha óbvia: não aceitavam o convite para a ‘1.ª Companhia’. Não entravam. Não assinavam. Não apareciam. Agora, já dentro do jogo, tentar vestir superioridade moral é só isso, um disfarce mal feito por insegurança. Aqui não há elite. Há concorrentes. E quem precisa de diminuir o passado dos outros é porque ainda não conseguiu  construir nada que se aguente sozinho. Entrar num reality show e fingir que não é um reality show não é superioridade, é medo de se ver ao espelho”, rematou o ex-concorrente da oitava edição do “Secret Story”.