Thiago Silva é o primeiro reforço de inverno do FC Porto. O central, de 41 anos, abriu o livro sobre este regresso à Invicta quase 22 anos depois, onde espera conquistar muitos títulos. 

O Internacional brasileiro vestiu apenas as cores da equipa B. Aponta, assim, a finalmente a uma estreia pela equipa principal. «A primeira passagem não tive a oportunidade de vestir a camisola da equipa principal e de disputar a Liga, mas estou muito feliz e muito motivado por este meu regresso», começou por referir numa entrevista aos meios de comunicação do clube. 

Silva não deixou de fazer referência a Jorge Costa, figura do clube que faleceu em 2025. «Ele tinha uma imagem muito forte. Dizíamos Jorge Costa e pensávamos no FC Porto e vice-versa. Era alguém que admirávamos», atirou. 

A defesa do FC Porto tem sido bastante coesa, principalmente no que toca à dupla de centrais. Ciente disso, Thiago Silva garantiu que vem para «acrescentar». 

«Eu venho para tentar acrescentar algo aos jogadores que aqui estão a fazer uma temporada mais do que incrível. Se não me engano, é a equipa com mais pontos somados na primeira volta na história do futebol português». 

O brasileiro tem um dos mais recheados currículos a nível europeu. No entanto, falta um troféu: Liga Europa. Em tom de brincadeira, Thiago olhou também para a estreia nesta competição. 

«As pessoas dizem-me sempre que nunca ganhei a Liga Europa. Isso acontece porque eu nunca joguei a competição. Este ano tenho essa oportunidade», referiu. 

O central foi ainda questionado sobre o valor relativamente a uma dupla Pepe-Thiago Silva enquanto jovens. Algo que, para o jogador, claramente não seria barato. «Não consigo dizer, mas com certeza que não seria pouco [o valor]. O Pepe fez uma carreira linda. Fico feliz por ter jogado contra ele, porque é um jogador de alto nível».

Com 41 anos, o defesa garantiu que a idade não é um «problema». O ex-Fluminense assumiu que é «obcecado» pela recuperação, a todos os níveis. «Faço tudo o que é possível em termos de recuperação, de alimentação, de sono. Tornei-me mais obcecado com estes aspetos da recuperação. Antes de o jogo começar, já estou a pensar como vai ser a minha recuperação no fim», confessou. 

Thiago recordou como foi o processo da negociação. Que, segundo conta, foi bastante fácil. Uma chamada, e uma carta à mistura, chegou para convencer e até emocionar o jogador. 

«Só conversámos uma vez. Eu conversei uma vez, por videochamada, com ele e com o mister. Logo aí ficou selado o acordo. Claro que houve outras coisas envolvidas que demoraram um pouco mais. Enviaram-me uma camisola para o Rio de Janeiro e o presidente mandou uma carta linda que me emocionou muito. Aí foi a confirmação de tudo o que eu iria viver. Só posso deixar o meu agradecimento a ele e ao mister também», concluiu. 

Veja a entrevista completa aqui: