O bar, inaugurado em 1977, passou por uma ampliação em 2015, quando o proprietário solicitou a inclusão de um terraço externo coberto. Segundo as autoridades, a avaliação realizada na conclusão da obra concentrou-se apenas na área externa, sem verificar as alterações feitas no interior do estabelecimento.

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Crans-Montana, Nicolas Feraud, reconheceu que o bar não passou por nenhuma verificação de segurança, investigação ou auditoria entre 2020 e 2025. “Não foram realizadas inspeções periódicas entre 2020 e 2025. Lamentamos profundamente. Temos uma dívida com as famílias e assumiremos a responsabilidade”, afirmou Feraud, explicando que a equipa responsável pela fiscalização conta apenas com cinco pessoas, que realizam inspeções em mais de 10 mil edifícios, incluindo restaurantes e hotéis.

Questionado sobre a responsabilidade pela tragédia, o presidente da Câmara destacou que cabe aos proprietários do bar controlar a lotação e cumprir as normas de segurança. “Cabe aos gerentes do Le Constellation saber se estão a cumprir as normas”, disse, acrescentando que a determinação da responsabilidade final caberá à Justiça.