Um condutor que recentemente foi apanhado pelo radar da Guarda Nacional Republicana (GNR) a circular a 280 quilómetros/hora, na Autoestrada 13 (A13), entre Salvaterra de Magos e Almeirim, pode agora vir a ser ilibado da multa, isto porque o radar que o apanhou apenas está certificado até aos 250 quilómetros/hora.
O automobilista foi apanhado numa operação montada pela GNR, e apesar de identificado e devidamente autuado pelos militares que se encontravam junto às portagens em Almeirim, veio agora contestar o auto, no valor de 500 euros, bem como imputar as sanções de retirada de 4 pontos e inibição de conduzir pelo prazo de 2 meses, em virtude do certificado apresentado não garantir que a velocidade a que este foi detetado pelo radar era a real.
O pouco tráfego da A13, entre a Ponte da Lezíria e Almeirim, tem feito desta via a preferida dos aceleras, para ali “testarem” as suas máquinas, sendo frequente ver carros de alta cilindrada a grandes velocidades, o que tem levado as autoridades a um redobrado esforço para evitar que esta via rápida se transforme numa pista de corridas.
Fonte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) referiu ao NS que apenas certifica os radares, em parceria com o Instituto Português da Qualidade, não tendo competência sobre a instalação dos mesmos, nem a distribuição pelos vários destacamentos da GNR.
No site da ANSR estão publicados vários certificados, onde é possível verificar que existem radares certificados até 300 km/h, mas também muitos modelos que não obtiveram certificação para lá dos 250 km/h, como o que estaria a ser utilizado pela GNR.
A ANSR não terá ainda emitido uma decisão sobre a contestação apresentada, sendo que o processo poderá mesmo vir a chegar a Tribunal.