Depois de um dia de subidas, na sequência do ataque dos Estados Unidos da América (EUA) à Venezuela, os preços do petróleo voltam agora a um movimento de descidas ligeiras. Numa altura em que os mercados antecipam um possível aumento da oferta, a matéria-prima segue a desvalorizar nos mercados internacionais, enquanto as bolsas permanecem estáveis, com os investidores à espera de desenvolvimentos.

A sessão desta segunda-feira foi o primeiro dia de negociações nos mercados accionistas após o ataque dos EUA neste fim-de-semana e o impacto inicial foi pouco expressivo na Europa. À excepção do petróleo, cujos preços subiram em torno de 1,5%, e do ouro, que valorizou mais de 3%, a tendência foi de variações pouco significativas, tanto entre as principais bolsas europeias quanto no mercado cambial e na dívida soberana, activos que permaneceram estáveis.

A estabilidade mantém-se, para já, nesta terça-feira. O Stoxx 600, índice que reúne as maiores cotadas europeias, segue a negociar praticamente inalterado, com uma valorização de apenas 0,05%. Portugal destaca-se, com o PSI a ganhar mais de 0,5%, suportado pelas subidas da Jerónimo Martins e da Galp, ambas a valorizarem mais de 2%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo iniciaram a manhã em queda e vão agora oscilando entre descidas e ganhos ligeiros. O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para o mercado europeu, está a cotar na casa dos 61 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a negociar em torno dos 58 dólares por barril.

A influenciar este movimento está a expectativa dos investidores de que a invasão da Venezuela pelos EUA possa levar a um aumento da oferta. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já deixou claro que pretende controlar a produção de petróleo da Venezuela, que tem as maiores reservas de crude do mundo. Se a acção militar dos EUA vier a resultar num alívio das restrições às exportações de petróleo da Venezuela – que, antes do ataque, já estavam praticamente paralisadas –, deverá sentir-se um efeito de redução dos preços da matéria-prima, antecipam os analistas.

Já o ouro, tido como um activo de refúgio em momentos de instabilidade geopolítica, continua a valorizar, embora com ganhos muito menos expressivos do que aqueles que foram registados na última sessão. Por esta altura, o metal precioso está a subir cerca de 0,3% e negoceia nos 4464 dólares por onça, a medida padrão utilizada no mercado, equivalente a cerca de 31 gramas.