O mesmo princípio poderia beneficiar pacientes críticos, cirurgias complexas ou situações em que o organismo precisa “ganhar tempo”.

Há ainda um horizonte mais distante, literalmente. Em viagens espaciais de longa duração, como as missões a Marte, colocar astronautas em um estado semelhante ao torpor poderia reduzir drasticamente a necessidade de alimentos, oxigênio e energia durante jornadas que podem durar cerca de mil dias.

Curiosamente, o mesmo sistema também pode ser explorado no sentido oposto. Como a febre é uma resposta fundamental contra vírus e bactérias, estimular esses neurônios pode ajudar pessoas com resposta febril inadequada, uma condição comum em idosos.

O próximo desafio é tornar tudo isso viável em humanos, já que as técnicas usadas em laboratório são invasivas e, até o momento, impraticáveis fora do ambiente experimental.

*Com informações de reportagem publicada em 05/08/2025